terça-feira, 23 de maio de 2017

i wish burn with you.

Andando pelo bairro frio a noite enquanto fumo o meu cigarro e olho as coisas ao redor, percebo como o lugar ao meu lado está frio e vago, novamente pela qüinquagésima vez nessa última semana imagino como seria minha vida ao seu lado e tudo o que podíamos viver. Agora por exemplo, estaríamos andando pelas ruas completamente agasalhadas e de mãos dadas, ou com qualquer outra parte de nossos corpos colados por eu simplesmente não conseguir me manter longe de você por muito tempo, eu tentaria contar piadas e fazer qualquer graça só para te fazer rir e você iria acabar me chamando de idiota por realmente achar que sou uma, mas for fim, daria o sorriso enorme que aprendi tanto a gostar. Também poderíamos estar jogadas no sofá da sua sala, mesmo que eu morra de medo da sua mãe, eu faria qualquer coisa pra ficar do seu lado, até mesmo subir alguns muitos lances de escada e ficar sem ar depois. Afinal, já estou ficando acostumada, você anda me deixando muito sem ar mesmo. Estaríamos fingindo brigar por alguma implicância minha sobre o que veríamos na tv porém no fim, eu apenas te agarraria e te beijaria para fazer meu estômago e ventre sentirem o que só sentem quando meus lábios encontram os seus. Ah, tem tantos cenários e tantos momentos... Tantas coisas que eu gostaria de passar contigo, tanto tempo perdido.
O gosto amargo do cigarro já habita minha boca totalmente a essa altura da caminhada mas eu gostaria mesmo que fosse o teu. É duro pensar que levei tempo demais pra encarar muita coisa, por isso evito olhar pra trás. Mas se já não terei a única chance que preciso, também já não quero olhar para frente. Estou presa em um presente que não quero viver, cheio de certezas duras e desejos incompreensíveis e irrealizáveis, eu apenas sei que já fazem uns meses que você foi se instalando de maneira diferente, como um vírus que vai chegando aos poucos, devagar e quando você vê, já está completamente embriagada pela doença que ele lhe causa. E você me deixa embriagada. E doente também. Doente dessa coisa trancada a sete chaves aqui no peito que eu nem sequer gosto de pensar no que é, talvez eu seja mais Bukowski do que pensava e realmente tenha um pássaro azul preso em meu peito clamando por liberdade. Mas eu não posso soltá-lo, não mais. Você entende?
Minha cabeça me sabota e me maltrata todo dia, criando formas e situações diferentes de você me odiar e eu não suportaria isso, tem sido um inferno morar na minha cabeça ultimamente, você não faz ideia. Mas quem me trás o caos também me traz paz, sempre trouxe. Acho que nunca te falei né? Você sempre foi meu ponto de paz em momentos de completos furacões, (embora também já tenha sido minha tempestade). Eu sinto tanto, muito mesmo, por todas as coisas que eu não te falei, sei que já te escrevi algumas outras coisas recentemente - algumas delas você nem sonha -  e não sei se você leu alguma das que estão disponíveis ou se algum diria irá ler, na verdade, eu não sei nem se gostaria que você lesse, sou covarde demais para isso, mas é que a vontade danada que eu to de te entregar todos os beijos que eu não te dei, me fez fazer esse, que me parece ser o texto de divagações que mais saiu das profundezas desse Alaska que sou. Talvez ele tenha sido o mais sincero que te escrevi nesses tempos. Sinto sua falta, um pouquinho o tempo todo e me pergunto o que diabos está acontecendo comigo toda vez que faço nota disso.
Eu não sei. Eu quase nunca sei. Ou finjo não saber. Acontece que uma vez me disseram que eu era o Alaska mais quente que já tinham visto, a verdade mesmo era que eu gostaria de queimar com você.

Quem sabe um dia...

Nenhum comentário:

Postar um comentário