sexta-feira, 3 de abril de 2026

1h06 de uma madrugada que aperta o peito.

o meu coração às vezes é brutal.


e eu sinto demais, o tempo todo. 

poderia eu não sentir esse tanto, que vezenquando me deixa em prantos?

por vezes nunca mais querer sentir, por vezes, querer sentir tanto até explodir.

há o preço muito caro a ser pago de ser quem se é

e por vezes, caímos só

estatelados em nossa realidade solitária

e sentimos tanto, que é brutal.

e como tudo que é brutal, rasga.

as entranhas, as esperanças, o peito.

o meu pulsa em carne viva uma cicatriz

que nunca sara.

o seu também?