quinta-feira, 1 de outubro de 2015

MF,MB.

Você está mais bonita conforme o tempo, teus cabelos estão mais loiros, seus sorrisos mais freqüentes, sua liberdade ficando mais firme. Às vezes eu sinto tanto a sua falta que eu só queria te ver pra dizer isso, mas a gente nunca se vê e isso ainda me dói. Sempre vai doer.
Sinto falta das tuas mãos que se entrelaçavam tão bem nas minhas, ah que saudade... sinto falta das tuas poesias e dos teus poemas serem dirigidos, dedicados a mim. Sinto falta de ser tua bebida, tua comida e teu ar. Sinto falta de ser a mulher mais linda no mundo pra ti. O mundo nunca mais foi o mesmo sem você baby, e dia após dia, noite após noite eu ainda sinto a sua falta. Tanto. Tanto que chega doer, mas eu já te disse: sua ausência sempre dói.
Não sei dizer o que mudou para nós mas já cansei de me perguntar: e se tivéssemos outra chance de ser,  o que a gente iria fazer? Aposto que talvez você fugiria - mais uma vez - dizendo que o tempo passou, que você pode me machucar e se machucar outra vez ou daria qualquer outro motivo por puro medo de sentir o que sempre sentiu por mim e eu, mesmo entendendo tantas coisas e ainda desentendendo tantas outras nesse passar de tempo, mesmo com tudo contra ao nosso redor não hesitaria nem um segundo para olhar nos teus olhos tendo a certeza de que você me ama mais uma vez. Ali, naquele momento, naquele local, não pensaria no resto, só em você. Em nós. Se eu tivesse um pedido, um ultimo pedido, eu ainda pediria você, pois se Cazuza ainda estivesse vivo ele cantaria mais inúmeras canções de amor e nenhuma delas ainda seriam suficientes para dizer: o quanto eu sinto tanto a tua falta.

sábado, 5 de setembro de 2015

Traduza-me.

Eu queria escrever. Mas não tenho nada de bonito sobre o que escrever. E não quero mais falar das coisas que doem. Mas então eu tenho os dias de sol, os dias com nuvens, os dias de chuva. Tenho um cover de uma velha música muito boa tocando na vitrola mas não tenho nenhum vinho barato, acabou o cigarro e eu nem sei se fumo mais. Tenho bocejos de sono mas não tenho sono.
Eu queria escrever sobre algo bonito, uma poesia enigmática, um clichê barato, frase de botequim, o que viesse primeiro. Algumas pessoas conseguem isso tudo, algumas pessoas não conseguem nada disso. E tem eu, que fico no meio disso e daquilo. Às vezes é bom, noutras vezes pesa, outras vezes acho até que dói. Uma eterna confusão. Eu queria saber mais, entender mais, viver mais. Sobreviver menos.
Eu queria ter algo bom para escrever, algo sobre suspiros e a falta de ar, algo sobre uma coisa física doida de controlar, um frio no estômago, um aconchego no coração. Vai ver eu apenas queira o que todo mundo quer: um amor que me consuma, paixão e aventura e até uma dose de perigo. Vai ver eu apenas queira sentir algo diferente desse nada.
E todos sabem né: nada é apenas uma palavra buscando tradução.
Talvez eu só espere quem vá ser capaz de me traduzir.
Traduza-me.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Um pouco muito de saudade o tempo todo.

Às vezes eu sinto sua falta. Quando eu ouço Chico ou Caetano ou quando eu vejo alguém com uma garrafa verde de cerveja na mão porque eu sei o quanto você gosta de beber, sinto sua falta quando vou ao seu bairro ou quando acelera um pouco mais rápido meu coração. Sinto saudade de você um pouquinho quando vejo uma poesia em algum lugar, ou quando vejo alguém de cabelo em cima dos ombros ou pela altura do queixo. Sinto um pouco de saudade quando lembro das histórias tão nossas, como naquele dia no metrô que você matou a minha sede na saliva igual ao nosso poeta dizia. Sinto falta do teu sorriso escancarado, da tua saia listrada e do teu dente torto. Um charme. Sinto falta de te olhar nos olhos pequena, e saber que é bem ali onde eu deveria ficar. Com você.
Às vezes sinto sua falta, como numa madrugada feito essa em que me pego sorrindo com uma lembrança nossa, e meu peito quase vira um grão de arroz de tanto aperto. Eu sinto a sua falta um pouquinho. até quando acho que não, até quando penso que deixei pra lá, até quando tento seguir em frente.
Às vezes eu sinto sua falta um pouquinho. Um pouquinho o tempo todo, às vezes quase sempre. Saudade.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Saudade de algo que nem sei mais se sei o que é.

Às vezes eu sinto uma saudade amena, apertadinha de me apaixonar de novo, de gostar de alguém de novo. De sentir o coração batendo descompasadamente e perdidamente rápido outra vez, de sentir aquelas borboletinhas brincando de pique-pega dentro do meu estômago, me causando aquele frio na espinha. Às vezes sinto saudade de dicar minhas músicas a alguém, sinto falta de falar de amor e até da falta dele, sinto falta de sentir algo diferente desse nada esquisito e diferente esperando que eu lhe dê alguma tradução que ando sentindo. Às vezes sinto que preciso de amor para respirar melhor ou talvez de alguém para respirar, e quanto mais penso nisso mais chego a conclusão de que talvez eu tenha sido feita para o amor, mas talvez ele não tenha sido feito para mim. E dói, não vou mentir, porque dói mas dá uma certa calmaria. Uma calmaria solitária, sofrida mas com uma pequena paz, porque sem amores, sem muitas dores de cabeça e curativos nos joelhos e remendos no peito também, pois não vou negar: o ser humano parece que esqueceu como se ama e acaba machucando muita gente. Espero que o dia em que ele se lembre como amar chegue logo. E o meu também.

Saudade de me sentir viva de alguma maneira, qualquer que seja.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Jardinagem depois do ultimo alguém.

Eu to cansada de pessoas que chegam e vão embora, que plantam sua sementinha da saudade que sempre acaba virando uma árvore gigante dentro de mim. Eu estou cansada de ter que procurar sempre mais espaço no baú das minhas lembranças para separar só o que foi bom e jogar lá, e ficar fuçando sempre que o coração apertar. E ele apertar tanto... Eu não posso mais permitir alguém chegar e me tirar de mim de novo e se apossar do meu ser. Eu não quero mais ter que lembrar nomes, não quero mais recordar cheiros nem como eram aqueles olhos, eu não quero ter uma nova sementinha se tornando mais uma enorme árvore da saudade, enquanto as outras ainda nem se quer pararam de dar frutos. Não quero ter que regar mais nada com minhas lembranças, nem com as minhas lágrimas, porque vai ver eu é que sou o fruto de uma árvore. Mas sugaram todo o meu suco e minhas cascas já estão despedaçadas. Eu simplesmente não aguento mais ser esse fruto-podre e eu não posso mais deixar ninguém tentar me replantar.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Contando um Conto.

A casa ficou vazia, os móveis no mesmo lugar, o sótão cheio de quinquilharias, as partículas de poeira voando por todo lugar. Eu fiquei parada ali, verificando, constatando, analisando a calmaria inértica, vazia, que ficou a minha vida e minha casa sem você. Fiquei ali só escutando o silêncio, o som do ventilador vindo de algum lugar, pois o som que sai dos ventiladores também é silêncio. Silêncio comprado nas lojas.
Não sei por quanto tempo fiquei ali, aqui, acolá, mas  percebi que a minha sala fica tão assustadoramente grande sem você. Minha solidão também. Mas tudo bem, ninguém errou. Não há pecados. A gente tentou tentar. Não deu muito certo. Acontece.
Demos "stop" na dança da vida e decidimos sentar do lado de cá nesse banco no canto da vida. Observando as partículas de poeira e as pessoas bailando por todo lugar. Talvez haja muito para falar ou talvez não haja tanto assim para dizer e o que há eu tô guardando pra dizer depois, porque eu sei que a gente ainda se encontra. Se encontra em algum lugar onde todo mundo se vê. Sei lá.
Tá um silêncio enorme nessa escuridão lá fora e aqui dentro, ainda não sei se esse silêncio é bom ou não mas com certeza ele tem muito a dizer.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

?

Um gole de uísque, noite adentro pela solidão. Quanta pretensão acharmos que daríamos em algum lugar quando podemos acabar indo para lugar nenhum. Vozes distantes cantarolam a canção da noite e as luzes dos postes nas ruas iluminam as cidades. No sopro do vento se pode ouvir o som que o peso da vida faz sobre os nossos ombros. Não vivemos de escombros e pulamos alguns assombros. Corações se enchem e se quebram facilmente, cabeças viajam e se perdem no precipício que é a mente. Uns dançam sem música e outros fazem de todos os sons a sua música. O dia nasce cinza mas por trás de toda nuvem sempre tem um céu azul. Eu posso ver o lado bom e ruim de tudo. E você, como enxerga o mundo?

sábado, 4 de julho de 2015

Desabafo após uma nova bebedeira.

Talvez eu tenha abusado da bebida, talvez as coisas estejam sendo vistas multiplicadas por dois, talvez as lágrimas estejam querendo cair, talvez seja só apego, talvez só seja afeto, talvez eu só te queira por perto, talvez. Muitos talvezes. Muitos achares. Poucas certezas. Do que você tem certeza menina?
Eu tenho certeza da falta que teus olhos verdes fazem para mim e menina, por favor, nunca mais se afaste de mim, já que eu me assusto muito toda vez que você se afasta assim. Será que você vê que parte de mim é só uma menina que quer te ter por perto demais? Por cima das árvores ou embolada nas nuvens dando asas as minhas próprias ilusões e será amor, que você foi uma ilusão? Me ponha de volta ao chão porque dói meu bem, ser deixada assim. De novo.
Again and again e acima dos prédios eu posso ver alguém que me sorri tão pouco, e me diz sem muitas palavras que eu não tenho o que saber, eu fecho os olhos e suspiro então o que já é difícil demais de respirar e prendo a dor assim. Como se a falta de coragem e apego fossem fazer de mim algo bom.
Talvez você nem saiba, mas teu egoísmo e tua falta tem sido a minha nova ruína e em cada esquina que eu cruzo, estão fechados os portões.

Saudade.