"Eu tenho tanto pra dizer pra você sobre o que eu sinto agora e eu realmente não sei por onde começar. Acho que ninguém gosta de expor suas fraquezas. Dizem que só damos valor ao que temos quando "perdemos" ou então só nos tocamos da importância da pessoa quando ela voa para um lugar bem distante dos nossos olhos.
É difícil não pensar em você. Tudo isso é muito maluco, mas a vida é maluca e incerta, não é mesmo? Não dá pra querer buscar explicação correta e exata para os nossos mais profundos e concretos sentimentos. Sentimento não tem explicação. Ele surge. E te persegue.
Muitas vezes eu penso "que se foda" não quero mais saber. Não quero mais falar. Não quero mais pensar. Mas o "nunca mais" e o "nada mais" caem por terra e surge, no lugar deles, o sempre mais. Te quero e te gosto sempre mais. E que se foda.
Que se foda o mundo. Que se foda a falta de sentido. Que se foda a incerteza. Que se foda a maluquice.
Eu quis fechar a porta,mas quando eu fechava os olhos era você que vinha na minha mente. Eu quis fechar os olhos, mas sentia você batendo na porta do meu coração. Que se foda, não vou abrir! Mas você continuava ali, parada, feito estátua. E com aquele sorriso lindo. Que se foda, abri a porta.
Existem muitas razões para você ficar comigo. Ao mesmo tempo, não há razão alguma. E somente uma: porque eu quero. Eu quero que você fique. Mas você parece não saber. Finge não saber. Ou talvez você não queria mesmo ficar. Mas eu quero e esse é um bom motivo. É o meu motivo. E que se foda o resto."
domingo, 25 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Queria, mas querer não é poder...
Eu queria ser alguém sem nome, sem endereço, sem dignidade. Queria me perder em amores de uma noite só que vivem em becos, esquinas, estradas, cafés, em cada banheiro sujo de bar, em qualquer lugar onde a dignidade não passasse da porta. Queria me perder, fazer o mundo inteiro girar e vomitar tudo o que estivesse dentro de mim. Queria não sentir, queria não ser. Queria apenas estar. Queria viver a vida de bebidas, cigarros e saídas. Queria não gostar de alguém e ter que me importar. Queria apenas viver a vida que eu quero viver sem complicar. Queria ser livre e queria poder voar. Queria beijos roubados e sorrisos dados. Queria também não te querer, mas sem querer eu quero.
domingo, 28 de julho de 2013
Tu.
Creio não saber exatamente de onde você saiu e nem o por quê de ter aparecido mas desde que o fez minha vida tem se tornado uma densa mistura de torturas e sonhos. Troquei minhas certezas por ti. Sonhar se tornou minha realidade e minha realidade és tu. Tu com quem não canso de me imaginar pelos jardins, com teus versos simples, desenhos e canções. Tu que não me canso de querer cuidar e fazer feliz.
Fizeste da minha alma sua morada? Pois se ela fosse tua casa poderias muito bem entrar sem bater, colocar os pés na mesa e pedir a bebida que quiseres. E tu fizeste isto, no mínimo. Só isso explicaria a tua presença. Tu está em cada página amarelada dos livros que leio, em casa estrofe das canções que eu ouço, em cada simples devaneio que tenho, em cada artéria de meu coração... tu está em todo lugar, desde meu despertar até a hora em que faço o chá, sempre és tu. Tu que me despertou do coma do qual andava vivendo, que me fez lembrar que amar pode ser loucura mas que é sempre bom ter um pouco desta loucura pulsando dentro de si. Tu. Tu que eu tanto queria segurar a mão, ser o motivo do pulsar de teu coração, ser o ladrão que roubaste teu pensamento. Tu, que transformou o preto-e-branco dos meus dias em cores, que me fez voltar a sonhar. Tu. E eu. Que pena não ser nós, mas meus dias são teus, e minha boca, e minha alma, e meus sonhos. São meus presente pra ti, faça bom proveito mas se não fizer, guarde-os no canto da prateleira mais bonita de teu coração, pois na minha já habita o sorriso mais lindo que pude encontrar: o teu.
Fizeste da minha alma sua morada? Pois se ela fosse tua casa poderias muito bem entrar sem bater, colocar os pés na mesa e pedir a bebida que quiseres. E tu fizeste isto, no mínimo. Só isso explicaria a tua presença. Tu está em cada página amarelada dos livros que leio, em casa estrofe das canções que eu ouço, em cada simples devaneio que tenho, em cada artéria de meu coração... tu está em todo lugar, desde meu despertar até a hora em que faço o chá, sempre és tu. Tu que me despertou do coma do qual andava vivendo, que me fez lembrar que amar pode ser loucura mas que é sempre bom ter um pouco desta loucura pulsando dentro de si. Tu. Tu que eu tanto queria segurar a mão, ser o motivo do pulsar de teu coração, ser o ladrão que roubaste teu pensamento. Tu, que transformou o preto-e-branco dos meus dias em cores, que me fez voltar a sonhar. Tu. E eu. Que pena não ser nós, mas meus dias são teus, e minha boca, e minha alma, e meus sonhos. São meus presente pra ti, faça bom proveito mas se não fizer, guarde-os no canto da prateleira mais bonita de teu coração, pois na minha já habita o sorriso mais lindo que pude encontrar: o teu.
Rainy Day.
O inverno já castiga a cidade, é outro dia chuvoso e outra desculpa para eu me esconder.
Chove aqui dentro, chove lá fora, não sei dizer aonde está mais frio.
Escrevo teu nome na neblina que se forma. Aonde está você agora?
Meu coração chove rios de sangue e o céu está cinza, assim como eu. Aonde está você agora?
Deveria eu ainda me importar?
Você gosta de mim?
Perguntas estúpidas, apenas esqueça!
Eu devo esquecer também.
É mais um dia chuvoso e onde está o sol para espantar a escuridão de dentro?
Ando na chuva para tentar arrastar essa sensação para longe e junto com ela, você. Já que eu não posso lhe ter.
É essa sensação de não saber o que fazer que me mata.
Não, eu não estou me suicidando. As pessoas me matam um pouco mais cada vez mais, e aonde estará você agora? Queria lhe ver mas apenas faça parar de chover.
As nuvens estão formando uma nova tempestade e as tempestades alagam tudo. Me encontro em cada boeira sujo. O que é que eu estou fazendo? Está cada vez mais sombrio aqui sem ter algo pelo o qual viver e acreditar. Estou perdida. Me tire das ruas, me tire do escuro, me tire da chuva. Me salve, agora, já! Apenas me salve. Não me abandone como todo mundo já fez.
O que você está fazendo comigo? O que estão fazendo comigo? O que eu mesma estou fazendo comigo?
Você saberá me dizer? Será que apenas você fará parar de chover? Faça parar de chover então.
Às vezes eu apenas quero que tudo fique devagar, acompanhe o meu passo e que não passe por mim, mas parece que eu já passei do ponto e agora ninguém mais quer saber.
O café que era quente e já esfriou enquanto eu espero a chuva passar. Até agora ela não passou e cadê você para me dizer que tudo isso irá passar?
Você me esquece? Eu não te esqueço.
Meu pequeno coração solitário se partie novamente. Não sei juntar os cacos, são pequenos pedaços, deixe-os ai, um dia vem alguém, alguma coisa e os junta aqui. A faca sempre entra mais fundo e meu pequeno coração solitário se quebra outra vez, mas algum dia ainda vem alguém, alguma coisa e o cura me dando ele inteiro, curado, novamente pra mim.
O sol se foi para nunca mais voltar? Se ele não voltar você me aquece?
Não me deixe congelar pois se você me deixar virarei uma pedra de gelo.
Se o sol não voltar, você me aquece?
Só diga que sim, por favor, só diga que sim.
E finalmente, apareça por aqui.
Chove aqui dentro, chove lá fora, não sei dizer aonde está mais frio.
Escrevo teu nome na neblina que se forma. Aonde está você agora?
Meu coração chove rios de sangue e o céu está cinza, assim como eu. Aonde está você agora?
Deveria eu ainda me importar?
Você gosta de mim?
Perguntas estúpidas, apenas esqueça!
Eu devo esquecer também.
É mais um dia chuvoso e onde está o sol para espantar a escuridão de dentro?
Ando na chuva para tentar arrastar essa sensação para longe e junto com ela, você. Já que eu não posso lhe ter.
É essa sensação de não saber o que fazer que me mata.
Não, eu não estou me suicidando. As pessoas me matam um pouco mais cada vez mais, e aonde estará você agora? Queria lhe ver mas apenas faça parar de chover.
As nuvens estão formando uma nova tempestade e as tempestades alagam tudo. Me encontro em cada boeira sujo. O que é que eu estou fazendo? Está cada vez mais sombrio aqui sem ter algo pelo o qual viver e acreditar. Estou perdida. Me tire das ruas, me tire do escuro, me tire da chuva. Me salve, agora, já! Apenas me salve. Não me abandone como todo mundo já fez.
O que você está fazendo comigo? O que estão fazendo comigo? O que eu mesma estou fazendo comigo?
Você saberá me dizer? Será que apenas você fará parar de chover? Faça parar de chover então.
Às vezes eu apenas quero que tudo fique devagar, acompanhe o meu passo e que não passe por mim, mas parece que eu já passei do ponto e agora ninguém mais quer saber.
O café que era quente e já esfriou enquanto eu espero a chuva passar. Até agora ela não passou e cadê você para me dizer que tudo isso irá passar?
Você me esquece? Eu não te esqueço.
Meu pequeno coração solitário se partie novamente. Não sei juntar os cacos, são pequenos pedaços, deixe-os ai, um dia vem alguém, alguma coisa e os junta aqui. A faca sempre entra mais fundo e meu pequeno coração solitário se quebra outra vez, mas algum dia ainda vem alguém, alguma coisa e o cura me dando ele inteiro, curado, novamente pra mim.
O sol se foi para nunca mais voltar? Se ele não voltar você me aquece?
Não me deixe congelar pois se você me deixar virarei uma pedra de gelo.
Se o sol não voltar, você me aquece?
Só diga que sim, por favor, só diga que sim.
E finalmente, apareça por aqui.
sábado, 27 de julho de 2013
Nem Liga Guria.
Nem liga guria se eu não conseguir disfarçar, se eu não conseguir dizer que te quero, se eu não conseguir te ligar. É que você me causa medo, e o medo paralisa. Nem liga guria se eu sempre quiser ouvir o som da tua voz, é que de algum jeito ela me encanta e não liga se você inteira me encantar porque já me encanta. Nem liga guria se no teu abraço eu encontrar um lugar para morar - pois foi o seu que tirou a graça de todos os outros. Não liga guria se ao anoitecer eu ficar mais melancólica é que a saudade sempre bate a minha porta. Queria poder te ver toda hora. Não liga se eu não te chamar, pois se eu pudesse gritaria teu nome pro mundo inteiro escutar. Não liga se eu ficar sem voz, é que escrevo todo dia canções pra você. Nem liga se eu não estiver bem, a lembrança do teu olhar me mantém. Nem liga, guria. Não liga se alguém te fizer chorar, para cada lágrima que você derramar um sorriso no teu rosto eu irei colocar, não liga se eu disser que não tem nada pois você sabe, tem tudo e tudo pra mim se tornou você. Nem liga se eu não estiver em paz, eu gosto da bagunça que você faz. Nem liga. Não liga guria se eu não puder te escutar, é que tô arrumando o canto da minha vida que é sou teu. Não liga se eu não fizer sentido, tem mais graça assim. Nem liga se eu não parar de te olhar, é que amo cada parte sua. Guria não liga, guria se liga. Nem liga guria se meu coração for só teu e também não liga se eu começar a me apaixonar pois eu sei que tu já me sacou sem eu precisar falar...
Tudo É Vazio.
Era uma tarde de inverno onde o sol resolveu mostrar a cara. Estava com as palavras transbordando dentro de mim, mas a inspiração não ousou aterrizar em minha varanda. É que eu sempre tenho tanto o que dizer que nunca sei por onde começar.
Desejei por um momento não ter o que falar. Ter a cabeça vazia, o coração vazio, a alma vazia, tudo vazio, só para saber como é. Queria não pensar em nada, mas eu penso em tudo o tempo todo.
E o vazio? Ele já não mora dentro de mim? Mora. O vazio mora em cada pedacinho do meu ser, cada partícula de mim e eu não consigo me lembrar de sequer uma vez que não tenha sido assim. O vazio mora em mim. Ou será que sou eu que moro nele?
Tento entender como uma pessoa pode se sentir vazia o tempo todo e ter um turbilhão de coisas pulsando dentro de si. O problema estaria aonde? Acho eu que na verdade, tudo em minha volta é vazio. A aurora e o anoitecer são vazios, as ruas são sempre cheias mas de pessoas vazias e até o céu é uma imensidão de vazio - um vazio lindo por sinal, mas vazio. Tudo é tão cheio, mas tão vazio, inclusive eu. Queria saber quando esse turbilhão de coisas se tornarão sólidas o bastante para deixarem de ser apenas "um peso de papel" na minha vida, talvez assim ela comece a ter algum sentido.
Há tanto para eu dizer, mas quanto mais se tem o que falar mais as palavras lhe faltam. O melhor é calar a boca e ficar com o seu vazio. O problema é que no vazio, cabe um monte de coisa...
Desejei por um momento não ter o que falar. Ter a cabeça vazia, o coração vazio, a alma vazia, tudo vazio, só para saber como é. Queria não pensar em nada, mas eu penso em tudo o tempo todo.
E o vazio? Ele já não mora dentro de mim? Mora. O vazio mora em cada pedacinho do meu ser, cada partícula de mim e eu não consigo me lembrar de sequer uma vez que não tenha sido assim. O vazio mora em mim. Ou será que sou eu que moro nele?
Tento entender como uma pessoa pode se sentir vazia o tempo todo e ter um turbilhão de coisas pulsando dentro de si. O problema estaria aonde? Acho eu que na verdade, tudo em minha volta é vazio. A aurora e o anoitecer são vazios, as ruas são sempre cheias mas de pessoas vazias e até o céu é uma imensidão de vazio - um vazio lindo por sinal, mas vazio. Tudo é tão cheio, mas tão vazio, inclusive eu. Queria saber quando esse turbilhão de coisas se tornarão sólidas o bastante para deixarem de ser apenas "um peso de papel" na minha vida, talvez assim ela comece a ter algum sentido.
Há tanto para eu dizer, mas quanto mais se tem o que falar mais as palavras lhe faltam. O melhor é calar a boca e ficar com o seu vazio. O problema é que no vazio, cabe um monte de coisa...
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Carta.
Rio, 25 de Julho de 2013.
Hey amor, como vai você? Está tudo bem? Espero que sim.
Bem, eu não sabia como começar então resolvi lhe falar sobre o tempo.
O inverno chegou, trazendo com ele um frio que já ha algum tempo não fazia por aqui, um frio no qual o Rio de Janeiro não está acostumado. A noite é a parte do dia onde o vento é mais frio. É aquele frio que corta a pele mas acalma a alma. Eu adoro, você também iria gostar...
Foi em uma noite dessas de inverno que me peguei pensando em ti de novo e em como seria se você estivesse comigo.
Eu provavelmente estaria na tua casa esperando você por os seus filmes preferidos para assistirmos, e enquanto espero observaria com um sorriso de canto cada detalhe teu: desde os pequenos pés até as mãos e os cabelos ruivos que tanto me agradam, - você sabe o tanto que eu gosto deles? Não, acho que não - então, depois de uns dois ou três filmes começaríamos a conversar sobre vários assuntos madrugada adentro: desde o tempo até a forma como eu mexo no cabelo o tempo todo - você iria sorrir com a forma como eu iria tentar me justificar e eu iria sorrir ainda mais por ver você sorrir - e deitaríamos da forma mais aconchegante que pudéssemos enquanto eu acaricio o seu rosto até você dormir. Acordaríamos sem saber se aquilo era real ou um sonho mas com a certeza de que qualquer um dos dois que fosse, gostaríamos que não houvesse fim. Com certeza, seria algo parecido com isso.
Não pude deixar de sorrir ao descrever esta cena. Ah, se tu soubesses como eu gostaria que ela fosse real, assim como todas as outras que imaginei viver contigo. Mas você não sabe. Aliás você não sabe de muita coisa e creio que um dos motivos de lhe escrever esta carta seja este: de que um dia, mesmo que por sorte, você leia e saiba.
Saiba que quando vi sua foto eu me encantei por ti na mesma hora, que quis saber teu nome e sobrenome, aonde você morava e quais eram as suas coisas preferidas. Saiba que arrumei a forma mais descontraída que pude de puxar papo, que quando fui descobrindo cada pedacinho seu que você me mostrou até hoje eu me apaixonei - mesmo sem saber se isso era loucura - que quando ia lhe ver pela primeira vez quase vomitei de tanto nervoso (eu já contei que nunca havia acontecido isso comigo antes? Pois então.) e que assim que te vi tive a certeza de que não era loucura minha. Você era pra mim, só não sabia se eu seria pra você mas isso não me impedia de me imaginar vivendo com você todos os momentos que um dia sonhei viver com alguém e ainda não impede mas confesso que dói um pouco pois sei que não é recíproco.
Comecei essa carta falando do tempo e volto para ele mais uma vez: eu amo o frio. O frio tende a me inspirar, mas nesses últimos dias tenho gostado dele por outros motivos: é que enquanto ele corta minha pele me fazendo pensar em quão frio está fazendo lá fora, me faz esquecer por alguns instantes em como dói saber que todas essas coisas que estou sentindo por você, você está sente por outro alguém.
Talvez você não tenha percebido mas eu lhe dei sinais: sempre arranjei um jeito de puxar papo, falo sobre algo que tenhamos em comum em redes sociais, implico contigo só pra você não se esquecer de mim. Os sinais são vários, pequenos eu sei, mas sempre estão nas entrelinhas, pena você estar ocupada demais prestando atenção nas linhas e entrelinhas de outra pessoa. Talvez a real intenção de estar lhe escrevendo seja esta: ontem me caiu a ficha de que eu não posso lhe ter, que você só ficará na minha mente e que a luta para ganhar-te pode levar meses ou anos e eu nem sei se posso ganhar... Eu sei, talvez eu esteja sendo covarde mas é que eu não sei se aguentaria dizer adeus mais uma vez sem que isso não cause nenhum dano.
Queria que você soubesse que todas essas coisas clichê de TV que um dia sonhou e sonha viver com alguém, eu sonho em viver contigo. Queria que você percebesse que as músicas que você ouve e pensa nela são as mesmas que quando ouço dedico a ti. Queria que você esquecesse dela e passasse a prestar mais atenção em mim. Queria também poder te esquecer, assim não iria ter o que querer lhe contar e não haveria qualquer estrago. Queria ser tua e queria que você fosse minha, mas no momento, vivemos em mundos incrivelmente iguais porém estupidamente distantes: eu vivo no teu mundo, você vive em qualquer outro mundo, menos o meu. Talvez seja melhor assim, talvez não. Um dia a gente descobre, até lá fico guardando cada pedacinho teu que eu conseguir como um amuleto dentro de mim.
Vou te esperar até eu conseguir e espero conseguir inventar o famoso e tão esperado para sempre.
Com amor, alguém que lhe amará mais do que você jamais saberá.
Hey amor, como vai você? Está tudo bem? Espero que sim.
Bem, eu não sabia como começar então resolvi lhe falar sobre o tempo.
O inverno chegou, trazendo com ele um frio que já ha algum tempo não fazia por aqui, um frio no qual o Rio de Janeiro não está acostumado. A noite é a parte do dia onde o vento é mais frio. É aquele frio que corta a pele mas acalma a alma. Eu adoro, você também iria gostar...
Foi em uma noite dessas de inverno que me peguei pensando em ti de novo e em como seria se você estivesse comigo.
Eu provavelmente estaria na tua casa esperando você por os seus filmes preferidos para assistirmos, e enquanto espero observaria com um sorriso de canto cada detalhe teu: desde os pequenos pés até as mãos e os cabelos ruivos que tanto me agradam, - você sabe o tanto que eu gosto deles? Não, acho que não - então, depois de uns dois ou três filmes começaríamos a conversar sobre vários assuntos madrugada adentro: desde o tempo até a forma como eu mexo no cabelo o tempo todo - você iria sorrir com a forma como eu iria tentar me justificar e eu iria sorrir ainda mais por ver você sorrir - e deitaríamos da forma mais aconchegante que pudéssemos enquanto eu acaricio o seu rosto até você dormir. Acordaríamos sem saber se aquilo era real ou um sonho mas com a certeza de que qualquer um dos dois que fosse, gostaríamos que não houvesse fim. Com certeza, seria algo parecido com isso.
Não pude deixar de sorrir ao descrever esta cena. Ah, se tu soubesses como eu gostaria que ela fosse real, assim como todas as outras que imaginei viver contigo. Mas você não sabe. Aliás você não sabe de muita coisa e creio que um dos motivos de lhe escrever esta carta seja este: de que um dia, mesmo que por sorte, você leia e saiba.
Saiba que quando vi sua foto eu me encantei por ti na mesma hora, que quis saber teu nome e sobrenome, aonde você morava e quais eram as suas coisas preferidas. Saiba que arrumei a forma mais descontraída que pude de puxar papo, que quando fui descobrindo cada pedacinho seu que você me mostrou até hoje eu me apaixonei - mesmo sem saber se isso era loucura - que quando ia lhe ver pela primeira vez quase vomitei de tanto nervoso (eu já contei que nunca havia acontecido isso comigo antes? Pois então.) e que assim que te vi tive a certeza de que não era loucura minha. Você era pra mim, só não sabia se eu seria pra você mas isso não me impedia de me imaginar vivendo com você todos os momentos que um dia sonhei viver com alguém e ainda não impede mas confesso que dói um pouco pois sei que não é recíproco.
Comecei essa carta falando do tempo e volto para ele mais uma vez: eu amo o frio. O frio tende a me inspirar, mas nesses últimos dias tenho gostado dele por outros motivos: é que enquanto ele corta minha pele me fazendo pensar em quão frio está fazendo lá fora, me faz esquecer por alguns instantes em como dói saber que todas essas coisas que estou sentindo por você, você está sente por outro alguém.
Talvez você não tenha percebido mas eu lhe dei sinais: sempre arranjei um jeito de puxar papo, falo sobre algo que tenhamos em comum em redes sociais, implico contigo só pra você não se esquecer de mim. Os sinais são vários, pequenos eu sei, mas sempre estão nas entrelinhas, pena você estar ocupada demais prestando atenção nas linhas e entrelinhas de outra pessoa. Talvez a real intenção de estar lhe escrevendo seja esta: ontem me caiu a ficha de que eu não posso lhe ter, que você só ficará na minha mente e que a luta para ganhar-te pode levar meses ou anos e eu nem sei se posso ganhar... Eu sei, talvez eu esteja sendo covarde mas é que eu não sei se aguentaria dizer adeus mais uma vez sem que isso não cause nenhum dano.
Queria que você soubesse que todas essas coisas clichê de TV que um dia sonhou e sonha viver com alguém, eu sonho em viver contigo. Queria que você percebesse que as músicas que você ouve e pensa nela são as mesmas que quando ouço dedico a ti. Queria que você esquecesse dela e passasse a prestar mais atenção em mim. Queria também poder te esquecer, assim não iria ter o que querer lhe contar e não haveria qualquer estrago. Queria ser tua e queria que você fosse minha, mas no momento, vivemos em mundos incrivelmente iguais porém estupidamente distantes: eu vivo no teu mundo, você vive em qualquer outro mundo, menos o meu. Talvez seja melhor assim, talvez não. Um dia a gente descobre, até lá fico guardando cada pedacinho teu que eu conseguir como um amuleto dentro de mim.
Vou te esperar até eu conseguir e espero conseguir inventar o famoso e tão esperado para sempre.
Com amor, alguém que lhe amará mais do que você jamais saberá.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Tem?
Os pássaros nos galhos já não cantam a mesma velha canção
O vento já levou as folhas amareladas do outono
O meu coração já se acostumou com as sombras
Todo noite de inverno eu perco o sono
Tem você em todos os lugares,
Tem um pouco de você dentro de mim,
Tem um pouco de você em todo mundo
Tem um pouco de mim dentro de ti?
O vento já levou as folhas amareladas do outono
O meu coração já se acostumou com as sombras
Todo noite de inverno eu perco o sono
Tem você em todos os lugares,
Tem um pouco de você dentro de mim,
Tem um pouco de você em todo mundo
Tem um pouco de mim dentro de ti?
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