segunda-feira, 28 de junho de 2021

 


hoje eu acordei me sentindo a maior otaria do mundo. você tem esse dom de me fazer sentir como se todas as coisas do mundo fossem possíveis, e logo depois, como se fosse o oitavo pecado capital te amar. aparentemente ainda que eu não tenha feito muito ao seu ver, fiz tudo o que pude: gritei aos quatro ventos dos teus olhos e ouvidos que quero uma vida com você, que meu peito enche de amor só em pensar em ter você e tudo o que recebi foram os teus silêncios. e eu já não sei mais interpretar os teus silêncios. será que não estamos mais em sintonia? ou o medo te cegou demais? 

ainda que não tenha sido a minha intenção, ainda que tudo o que fiz foi para proteger tua alma e coração, eu quero dizer que sinto muito. eu sinto tanto… porque se não fores mais capaz de me olhar e acreditar que eu quero pegar a sua mão para nunca mais soltar e ter o mundo com você, te digo que já eu, que já te disse que se os olhos são a janela da alma, só queria uma chance de poder pular no precipício sem fim que são os seus.


e tudo o que peço a noite antes de dormir, é que você quisesse pular nos meus também.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

tentativas de te falar...

já perdi quantas vezes eu disse que seria a última vez que eu iria te ver,
já perdi as contas de quantas vezes eu já quis te esquecer
já não sei quantas vezes eu rezei pra você me querer, da mesma forma louca e descompassada que eu quero você
já desejei mil vezes poder voltar no tempo e não ver você escapar por entre as minhas mãos,
por diversas vezes pensei que iria sufocar com todo o sentimento que sinto em meu coração
e eu já não sei mais para onde ir ou o que fazer com tudo o que sinto em meu peito,
parece que vou explodir em mil e um pedaços de você e eu por aí como ainda não tinha feito.

talvez eu devesse levar flores,
talvez eu devesse te comparar com o mar,
talvez eu devesse pedir uma oportunidade pra amar,
assim de perto, colado, segurando a sua mão e gritando pro mundo que é você que faz meu peito pular,
a cabeça ir ao pé, desejando ser pra você o que você quiser.
talvez eu devesse te escrever uma carta de amor,
destrancafiar os pássaros que há em meu peito toda vez que teu nome é mencionado,
talvez eu devesse virar a página mas me pergunto como, já que sobre você já tenho dez livros prontos.

talvez eu devesse deixar pra lá mas como deixar pra lá se tudo o que eu quero é transbordar a imensidão que você causou em meu peito?
imensidão de amor, de afeto, de vontade de querer estar, de te fazer sorrir e quando chorar estar ali para te abraçar, de querer que me olhe com olhos de amor, de ser pra você tudo o que você é pra mim.
e não há palavras que eu possa colocar para explicar o quanto você significa,
talvez essa seja mais uma tentativa...
queria ser tão boa com as palavras como você aparenta ser, mas toda vez que eu tento tua imensidão de lembranças dá curto circuito em mim
e talvez, só um beijo teu possa me salvar...

terça-feira, 1 de junho de 2021

você é um vício que eu não consigo largar.

 eu não sei o que fazer em relação a você. não sei se olho pra frente, não sei se olho pra trás, não sei se sigo em frente e mato de vez esse amor ou se escolho permanecer na ilusão mascarada de esperanças de que um dia ainda há de termos a nossa chance. uma chance definitiva de viver tudo o que poderíamos ser. e nós poderíamos ser tudo...
me sinto numa encruzilhada sufocante esperando que você me olhe da mesma maneira que eu olho para você, que você deseje falar comigo a todo minuto pois quer compartilhar seu mundo comigo, que seja eu quem você você confia tanto ao ponto de deixar esse mesmo mundo todo em minhas mãos assim como eu fiz com o meu, deixando nas suas. espero cinco, dez, quinze minutos que então se tornam horas e nem no arrastar dos dias a hora em que você volte a me enxergar chega. então não, eu não sei o que fazer...
queria não esperar tanto de você quando você já me deu todos os sinais, queria me fechar para balanço e buscar reabilitação dessa droga que tem me viciado há tantos anos mas você é um vício que eu não consigo largar... não consigo não me preocupar quando não toma conta da sua saúde como deveria, não consigo não me importar quando vejo dor mascarada em suas palavras ou atitudes, não consigo querer dividir cada minuto dos meus dias com você, não consigo não desejar poder voltar ao passado onde pudéssemos viver diferente e viver todas as coisas que eu queria poder viver com você. mas éramos jovens demais, inocentes demais, machucadas demais para viver ainda, então o tempo passou, confusões causaram tanto e dia após dia, briga após briga, desilução após desilução eu ainda estou aqui implorando ao destino qualquer sinal que indique aonde esse barco desse hábito que não consigo quebrar vai me levar, pois você, agarrou-se nos braços de outro alguém enquanto eu naufrago sem saber nadar em um amor que achei que era tão fundo e intenso como o oceano mas que ao que parece, é mais raso do que podíamos imaginar.
e eu imaginei o mundo com você...

quarta-feira, 26 de maio de 2021

eu queria não gostar de você.

eu queria não gostar de você.
queria te olhar e nao sentir meu estômago revirar como se estivesse em uma montanha russa, queria não desejar que eu fosse a pessoa que você mais quer falar durante o dia, queria não querer que eu fosse a pessoa que passa o dia inteiro na sua cabeça, queria não esperar que você deseje meu abraço como eu desejo o seu, queria não imaginar você amando outras pessoas que não seja eu, queria não sentir que estou pisando em ovos com você quando tudo o que eu quero é gritar meus sentimentos mais sinceros, queria não querer que você me dê qualquer sinal de que ainda podemos tentar apostar nossa última ficha no cassino do amor, queria não sentir que sou apenas mais uma qualquer que passou em sua vida, mais uma em sua lista de contatos. queria te olhar e não desejar que você queira me beijar tanto quanto eu desejo te beijar também, queria não passar horas do meu dia desejando falar com você, queria não querer ser quem você deseja ter por perto para escapar quando o mundo anda pesado demais, queria não desejar ser quem você quer deitar a cabeça no peito e desabafar todas as tuas angústias ou o silêncio de apenas ser e deixar ser, queria não passar horas imaginando em minha cabeça mil e uma cenas de amor que poderíamos viver. queria não colocar meu mundo inteiro em suas mãos como se você pudesse e quisesse segurá-lo. queria não passar anos da minha vida querendo todas essas coisas mas acima de tudo, queria não gostar de você, quem sabe assim eu pudesse enfim voltar a viver sem sentir todo o amor do mundo sem que ninguém possa saber...

domingo, 2 de maio de 2021

queria ter para onde ir

queria ter para onde ir, fugir, correr para outra galáxia onde eu pudesse gritar. gritar a plenos pulmões o peso que é carregar seu mundo nas costas. mundo esse que ao ver de outros até pode parecer fácil, frágil, quase nada, besteira sem preocupação, mas só você sabe o caos e o furacão de ser você. e sentir o que você sente. é como um córrego de um rio desenfreado, buscando a toda e com toda a força seu ponto de partida e de chegada, seu lugar no mundo. linhas e entrelinhas se embaraçam feito o fio da navalha que sempre é apontada para a sua garganta. tem sempre uma guilhotina lhe esperando na esquina e mesmo que aos tropeços você consiga desviar, há tiros a queima roupa esperando para te pegar. viver é brusco, um risco e tem sido um inferno esses dias.

queria poder ser, gritar, chorar, fugir...

segunda-feira, 8 de março de 2021

cometa solitário.

sou um cometa viajando sozinho pela galáxia,
observando solitário as estrelas em suas contelações abraçadas
caminhando lentamente com toda a minha força, com todo o meu fogo,
me sentir acolhido assim e não com socos.
às vezes por milésimos de segundos,
às vezes por séculos,
olhando tudo ao meu redor,
procurando encontrar soluções que humanos veem nos livros
para matar o aperto em meu peito quente.
vaguei por planetas, encontrei asteróides, vi até humanoides contemplando a lua,
por diversas vezes querendo fazê-la sua.
mas tudo o que encontrei foram mais bolas de neve e gelo
vagando distantes mas nunca perto de mim
transformando meu coração em rocha assim.
sou um cometa vagando por aí solitário
que de tanto andar e tanto ver,
aprendeu que na vida tem coisas tão lindas
mas também que por mais que a gente queira,
há cenários que não podem serem mudados.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

ainda lembro.

eu buscava poesia em todo lugar, até que você me apareceu. eu buscava sentir o coração cheio de outra coisa que não fosse nada, até que você me encontrou. perdida naquele lugar, tentando fazer graça, lutando na raça por qualquer coisa que fosse, algo para me sentir viva. eu buscava me encontrar e tudo o que fiz foi me perder. me perdi nos cachos de cazuza das tuas músicas, nas ruas chiques e aconchegantes do leblon, nos museus da cidade, nas tuas palavras que se enlaçavam em mim feito corda enfeitaçada, repleta de feitiços para me encantar. e eu acreditei nelas. nas tuas rimas ritmadas, na tua confusão sonolenta de manhã ao acordar cedo, nos choros loucos de ciúmes bobos sem sentido, nas mãos entrelaçadas em segredo, nos beijos dados em uma surpresa que no fundo era esperada, no jeito bobo em que eu ficava sempre que em ti pensava. eu acreditei, eu realmente acreditei. mas assim como uma brisa fresca de verão, um sonho doce de inverno, uma música leve de outono e uma poesia inspiradora de primavera, como veio você se foi: de repente. e eu fiquei em frangalhos. em cima de uma cobertura de madrugada foi onde eu descobri como era perder algo que você sempre esperou e desde então eu nunca mais fui a mesma.

mesmo agora anos depois, você que não sentiu o mesmo já se esqueceu de tudo e eu vira e mexe nas brechas do tempo me pego pensando no amor jovem que a gente viveu. 

não sei como está sua vida, nem sei por onde anda agora mas espero que saiba que mesmo de longe e nunca mais pra ti aparecendo, eu ainda me lembro e te mando muito amor.

obrigada por tudo de bom que me fizestes sentir, que sejas feliz minha flor.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

forasteiro

caminhei por milhas
conheci vários rostos
percorri alguns corpos
provei diversos gostos

fiz e desfiz malas
enchi e esvaziei mochilas,
copos então nem se fala
vi tudo mudar de lugar

vi gente chegando e gente sumindo
causei algumas lágrimas e sorrisos
passeei por algumas camas
escrevi meu nome pelos muros

vi algo divino
e vi o inferno chegar
a fome me atingiu
e já matei a sede em  noites de luar

rodei por aí me perguntando
onde é que andará
o que há tanto me foi perdido,
tanto que nem sei mais se algum dia havia sequer existido

não sei se tenho para onde voltar,
talvez minha casa seja em qualquer lugar
onde finalmente eu possa achar
o meu tão perdido eu

forasteio por aí
procurando encontrar
o que tiver que ser meu.