quanto tempo levou para você esquecer o tom da minha voz?
do meu cheiro nos lençóis pela manhã?
da sensação que a palma da minha mão te trazia quando tocava a tua pele?
quanto tempo você levou para deixar de ter o formigamento em tua boca que o som do meu nome te causava?
quanto tempo levou para você esquecer meu número, o dia do meu aniversário, a forma que eu te olhava?
você ainda lembra o gosto que carrega meus lábios?
ou será que foi eu, que demorei tempo demais te carregando?
não só em minha alma,
como também em meus ombros, pensamento, coração?
Nesses encontros, de todo o tempo ninguém precisa renunciar ao passado. Ele simplesmente coexiste, assim como nossas cicatrizes e rugas, que contam histórias de vida e não de fraqueza. Porque o amor maduro não entende de idade — ele compreende apenas a alma.
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