há milhas que separam eu e você, mas a minha mente sempre está pensando em ti.
pensando na forma como nossos corpos irão reagir quando enfim se tocarem, pensando no arrepio na espinha, no frio na barriga, no coração acelerado ao ter o ar furtado com um beijo e enfim um suspiro de até-que-enfim.
eu penso muito no teu corpo também, em como ele irá e encaixar no meu e em minhas mãos, que o tocarão como quem toca o tesouro de atlântica: com cuidado, desejo e intensidade.
perco minutos, horas do meu dia querendo teu gosto, que teu paladar se misture ao meu em uma aula que deixe qualquer professor de química com inveja e que não haja física quando enfim pusermos fim nessas milhares de milhas entre nós.
todo dia eu penso no som da sua voz - que eu adoro, - dizendo meu nome. me soa como a mais deliciosa das canções que eu jamais me cansaria de ouvir, e entre sussurros de desejo e prazer, se tornarão o meu som preferido. você quer ver?
teu cheiro me inebria mesmo somente em pensamento, teu toque anseio em descontentamento por não tê-lo. quero te amarrar em mim, te quero presa em meu corpo, mãos, lábios, beijos, em nosso prazer, em todo o meu ser em um nó tão bem feito onde nem o melhor dos marinheiros consiga me desgrudar de ti, não até te ter louca, insana, sem que não haja uma partícula sequer do teu ser que não se sinta pertencente a mim e no fim, quando tudo acabar, que possamos começar tudo de novo e de novo e de novo porque não sei você, mas daqui, todo esse querer não há de sumir em outro lugar que não seja em ti e em todo o sabor que será enfim, te devorar.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
explicando o querer. ou tentando.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário