segunda-feira, 17 de novembro de 2025

a big mistake.

eu queria parar de me sentir como quem nem deveria estar aqui, como um erro na trajetória do destino, como algo que veio quebrado e sem conserto, como quem veio com curto circuito. eu queria não me sentir assim sempre tão péssima quando sei de todas as qualidades que me cercam, então me pergunto o por que de ficar assim sempre tão estática, vendo o mundo girar, as pessoas passarem, a vida acontecer e apenas eu ficar aqui, como uma estátua sempre no mesmo lugar.

o que há de errado comigo? ou será que o mundo está tão fora de lugar que perdi minha gravidade e agora vivo flutuando em uma órbita onde nada acontece, onde não começo nem termino? nah, há de haver algum fio solto aqui dentro, algo que não funciona bem, é a única coisa que vejo que consiga explicar.

quantas noites eu já chorei no escuro do meu quarto por algo que não merecia que minhas lágrimas caíssem, agora choro por mim, que sem ninguém, deveria me acolher e ao invés disso, tanto me maltratei. agora não sei para onde ir, não sei o que fazer e eu já nem com vontade consigo sorrir. então continuo parada aqui, esperando que um raio acerte esse fio desajustado que sou, esse ponto fora de órbita no universo, esperando que um dia, eu possa funcionar direito.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

sobre surpresas nem tão surpresas assim...

sinto queimar minhas entranhas em um gosto amargo de quem pula sem paraquedas de um precipício. é que eu tenho essa mania de acreditar, de ser descente demais, de esperar que tenham a decência que o ser humano deveria ter.
sinto queimar minhas entranhas em um desgosto tão palpável que quase me sinto intragável. ou desço tão fácil pela garganta que nem saboreiam o meu gosto. algo de errado há de ter, em mim ou em vocês e como shakespeare não sou, a certeza de ser ou não ser, não terei a resposta de tal questão. por isso decidi seguir e tentar. e tentar. e tentar.

o problema é que chega uma hora que tentar acreditar cansa.
e eu já estou cansada demais.

que faço eu então agora?
vez em quando, de minha pele só quero ir embora.
talvez eu saia tentando me acostumar mundo afora
em como as coisas são como são.
ou não.

passarei a só seguir, esperando o que há de vir.
surpresas me apavoram e excitam agora.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

beije.

beije a minha boca como quem guarda o segredo do universo nela. beije a minha boca como quem tira todo o teu ar e te faz delirar. em mil loucuras, em ternuras, em todo um vulcão de desejo que entra em erupção quando estamos juntas. beije a minha boca como quem faz amor, sexo, foda por telepatia. beije a minha boca até que todos os pelos, partículas, átomos e moléculas do teu corpo se arrepiem e sussurrem o meu nome as estrelas, pedindo ao universo por um pouco mais de mim. beije a minha boca e sinta minhas mãos tateando o teu corpo, tua pele, em um toque apertado, te clamando como delas, te possuindo, te tomando para mim. beije a minha boca como se não houvesse o amanhã, como se nem quisesse saber mais da sua vida antes de sentir o toque dos meus lábios nos teus. beije a minha boca e prove no gosto dela, o gosto que o prazer tem, que eu te prometo amor, que eu nunca mais paro de te beijar enquanto você quiser.

e espero que você nunca mais pare de querer me beijar.