sábado, 27 de dezembro de 2014

Adiantando o carnaval (e o resto dos meus dias).

Logo logo é carnaval lá fora. Eu poderia falar que me traz tantas lembranças, mas hoje eu não vim falar de lembranças.

Logo logo é carnaval lá fora. E eu nunca gostei de carnaval. Gosto do confete, da serpentina e do malandro, mas não do carnaval. Na verdade, eu não gosto são das pessoas, elas sempre teimam em estragar tudo. Estragaram o carnaval também. Tão humano... Eu queria mesmo era ser bicho! Bicho pula carnaval? Acho que não...
Logo é carnaval lá fora e tem dias que tudo o que eu quero é silêncio entre meus pensamentos, na avenida eu só gosto de passar durante a noite, sozinha pela cidade caçando estrelas. Tem dias que o que sobra é apenas o frio dos dias quentes, se é que me entendem...
Logo menos, logo mais é carnaval lá fora e cada um se protege como pode.
Carnaval está vindo aí. Economizei minhas fichas para jogá-las fora. Parei de apostar, parei de esperar.

A única coisa que espero agora são as cervejas gelarem para eu ver o bloco do eu sozinho passar.

Meu bloco. Meus novos dias.

Eu sempre quis...

Eu sempre quis conhecer tua casa, adentrar no teu mundo mais secreto e sujo. Eu sempre quis te conhecer por inteira. Te ver de roupas curtas, brava, com cara de sono, com cara safada e sem roupa também. Eu sempre te achei tão bonita... Tão bonita que acho que vou te emoldurar! Serás meu quadro mais belo, enigmático. Mistério...
Eu sempre quis passear pelo teu corpo, conhecer teu aspecto, deixar você mapear minhas costas com prazer por completo. Eu sempre quis te fazer minha (porque eu sou sua, eu sempre fui sua). Sempre quis ser tua parte mais bonita e participar da tua podridão, junto contigo, porque eu sei baby, não tem graça ser fora da lei sozinha.
Eu sempre quis ser tua bossa e teu rock'n'roll, tua coca-cola pra matar a tua sede no calor e teu chá de inverno. Eu sempre quis ser o cigarro que passeia por entre teus dedos deixando um aroma amargo, e a cerveja que quando derramada, cai por entre teus seios.
Eu sempre quis ver tua colcha rosa forrando tua cama, tuas poesias coladas pela porta, as guloseimas da tua geladeira. Tua cara de sono pela manhã. Eu queria te ver de todos os modos, e bem mais também.
Eu queria ser a tua medida exata pra perdisalvação. Está me entendendo? O que você preferir, você que escolhe... E entre tantas coisas que eu queria, eu me pergunto: o que será que eu fui?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Então é verão né? Finalmente verão. Uma volta de 360° completa. Quase um ano. Eu lembro, e você?
Janeiro faz doer (e ele ainda nem chegou), lá pelo dia 10 mais ou menos. O "followback" foi apertado e uma explosão chamada: você, aconteceu em minha vida.
Então é natal né? Momentos importantes olá nova vida, adeus vida velha. Adeus eu, né? É.

Engraçado como a gente deseja estar tanto na vida de alguém, em cada momentinho, desde o vestido de gala até o pijama velho surrado, desde a taça de champanhe até a escova de dentes tirando o bafo pela manhã. Incrível como a gente planeja, planeja e planeja sem saber que o certo é não planejar, e de uma hora pra outra o mundo gira, a vida muda e você já não está mais lá. Ou alguém já não está mais aqui. Nem tão simples assim, mas acontece. Sempre acontece. Infelizmente.
Você aconteceu e desaconteceu na minha vida, e a dividiu no antes e no depois de você. Incrível como tudo perde a graça. Mas desaconteceu é apenas modo de falar, claro. Você ainda está mais presente em mim do que eu mesma. É visível, inevitável.

Mas as coisas mudam, é fato. Já é natal e de todas as coisas que eu pedi, tu és aquela que eu mais quero ter. Acontece que já não sou mais criança e sei papais noéis não existem. E a esperança de criança se transformou em artigo em falta no meu peito.
Janeiro já está quase aí e dentre todas as coisas que já doeram, ele fará pior. Triste lembrar do começo quando o fim está aí. Tem sido o fim para mim todos os dias quando deveria ser recomeço. Mas eu já não sou mais criança meu bem, e amar sozinho dói demais. Sinto falta de você nos meus dias e nas minhas noites, você as tornava mais suportáveis.

Recolho minhas lembranças, inspiro ar puro buscando a coragem pra seguir em frente e buscar algo como você, que me faça parar de só existir. Até lá vou te revivendo enquanto o coração suportar.
Tua foto ta guardada no bolso perto do meu peito. Não te esqueço nem se esquecer.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ressuscite-me.

Tantos meses já se foram e ainda me parece tudo igual. Mas as coisas mudam, parece que você mudou. Algo certamente mudou em mim depois de ti, só não muda o que eu sinto.

Não aguento mais sentir tanta saudade no peito sem poder matá-la, não aguento mais essa vontade de falar, de saber como você está, de fazer parte da sua vida. O que foi que mudou pra nós?

Será que você não sente falta? Pois eu sinto todos os dias. E todo dia é um tormento lembrar que toda noite não vou ter mais você para dividir meus sonhos, minhas histórias, para me alegrar. Parece clichê, mas meu arco-íris perdeu a cor e eu passei a viver com as cinzas de abril. O inferno na terra meu amor, tem sido os dias sem você.

Quando é que você volta para me salvar desse precipício em que você me largou? Se é que você volta.... Porque foi tua ausência que me matou, e só teu amor pode me ressuscitar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Again...

O que fazer com as lembranças?
Guardar dentro de um baú, trancar a sete chaves, jogar ao mar? Simplesmente não da para apagar ou esquecer, abandonar ou largar. Está aqui. Não da para simplesmente deixar sua carteira de cigarros preferidos, sua cerveja favorita, seu filme predileto, o cheiro que você adora, a roupa que você mais curte ou o som que você mais gosta de escutar. Essas coisas estão com a gente, para sempre, desde o dia em que elas surgiram em nossa vida. E todas essas coisas são você para mim. Minha pessoa preferida no mundo, e foi assim com você também - naturalmente. Não dá para tirar algo tão bom da minha vida. E se já não fosse difícil o bastante, o que eu faço com as lembranças do que eu não vivi com você? Pois delas eu também não consigo largar.
Coloco-as em uma garrafa e jogo ao mar, bem aquela bobagem de pirata? Eu não consigo esquecer, e cada dia longe me faz enlouquecer. Sem falar da saudade. Ah, a saudade...  É possível se morrer dela? Pois eu sinto que sim, toda vez um pouco mais.
Me mostra a receita que você usou para me expulsar daí de dentro, ensina a ser assim como você, me mostra qual é o melhor caminho para nós. Ainda existe nós? Eu e você.
Já faz algum tempo, já faz tempo demais mas ainda é sempre cedo para o nós que não nos coube. Mas ainda cabe. Ainda...
Baby i'm yours. R u mine? Because i wanna be yours. Again...

domingo, 30 de novembro de 2014

Confissão de bêbada.

Hoje eu te procurei e você nem sabe. Sempre tive modos de te procurar que você nem magina, não é mesmo? Eu sei, eu sei, você não pode responder porque não sabe. Mas eu sempre te vejo quando sou fraca. Acontece que eu sou fraca demais e sempre te vejo.
Já estou no meu 13º copo de vodka e tudo anda meio embaçado. Inclusive eu. Desde abril. Você lembra de abril. Porque eu me lembro. E eu me lembro de tudo. Está diicil de escrever mas eu só queria dizer que tua falta machuca meu peito demais, e qualquer dia desses eu sei que não vou suportar. Décimo quarto copo e eu só queria dizer que você nunca pode reclamar da falta de amor, pois já fazem sete meses e o amor aqui nunca passa. Só aumenta.
Qualquer dia desses eu explodo de amor e de saudade por aí e você nem sabe. Lembro de to co força, espero que você nunca me esqueça porque daqui te esquecer anda difícil.

Ps: na verdade eu nunca quis (ou tentei).

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Texto n° 100.

Em noites como essa eu chego a chorar de saudades. É que toca um Cazuza na tv e eu lembro que eu nunca mais vou conseguir confundir alguma outra coxa depois das tuas coxas. Eu sempre gostei tanto delas... Eu sempre gostei tanto de ti. É que eu nunca fiz questão de me lembrar de te esquecer. Eu sei, tolice para alguns, lindo para outros, doído para mim. É que em noites como essa o meu peito aperta mais do que o normal, um caroço de feijão chegaria a ser um gigante perto dele. Se eu nunca o conheci e Cazuza já me faz uma baita falta, imagina você, meu grande amor do minha vida...
Em noites como essa eu só queria poder te mandar esses textos que faço pensando em você, e saber ao acordar que você acordou bem por lé-los. Era assim nossa rotina. Tão nossa, tão bonita. Você não sente falta? Nos dias de hoje chego a duvidar se por ti, te foi amor. Queria te odiar por isso mas a verdade é que isso já não importa. Naquele colar que eu lhe dei continha muito mais que apenas um colar com uma história (você lembra?): minha metade taí também e como na história, eu só te dei porque te escolhei, escolhi por te amar. E já não me importa se você me amou de volta ou não, pois eu amei você e não o amor que você sentia ou pudesse vir a sentir por mim. Eu só te amo sem esperar que me ameace volta. Mas o que será que você sentes agora? Porque o que você já sentiu eu já desisti de tentar saber e já não importa, ainda que eu queira saber - confesso. Mas em noites como essa, eu só queria ter a minha outra metade comigo: você. Meu talismã.
E aí, o que você anda fazendo com a minha outra metade????

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Rock'n'roll baby.

Certo dia eu acordei e decidi deixar você de lado. Nem que fosse só por um dia, nem que fosse só por hoje. Certo dia eu acordei e decidi não deixar a dor me consumir, eu decidi ir viver.
É um dia nublado e eu estou no banco de uma praça qualquer mexendo a cabeça e os pés conforme a música que o cara aqui do lado está tocando atrás de alguns trocados. 1975. Caminho pela cidade cinza sentindo o vento frio no rosto. Paro em alguns bares, bebo algumas doses e deixo o desamor por lá mesmo. A cabeça gira e é tão mais fácil sorrir agora e sorrir é tão bom! Me sinto ligada do 505 volts. E continuo andando. Então eu corro. Corro para todos os lugares e para lugar nenhum. Corro para onde der, gritando e sorrindo sem me importar em escutar o que as pessoas ao redor estão à falar. Então eu paro e tomo fôlego. Recomeço a caminhada. Já está escurecendo e entre esquinas e vielas paro em uma onde há uma fila enorme para o show de uma banda de rock qualquer. Tipo o cenário de um livro que eu já li, e decido me misturar nela. Várias pessoas vestindo preto da cabeça aos pés estão ali e eu sou uma delas. Me abraçam como a um irmão e me convidam para cantar. Me junto a eles e cantamos, sorrimos uns para os outros mesmo sendo estranhos, passamos garrafas de cerveja de mão-em-mão, de boca-em-boca e gritamos: "VIVA AO ROCK'N'ROLL. É ROCK'N'ROLL BABY".
Larguei em casa o blues que cantava todo dia a minha dor e saí por aí. Não pensei em nada além de deixar a dor por um momento e tentar ser feliz, me sentir feliz. Só por hoje. Nem que seja só por hoje... e eu só fui indo onde a vida me levou. E ela me trouxe até aqui: no meio de um bando de estranhos que me fizeram sorri de novo. Descobri que a felicidade está nos pequenos momentos que ninguém vê e eu decidi abrir os olhos para enxergá-la. E cá estou eu, aproveitando-aporque a vida baby, a vida é rock'n'roll...

domingo, 23 de novembro de 2014

We are electric.

Bati na tua porta com meu sorriso mais convidativo e você disse "entra". Me levou até a sua sala de estar enquanto uma música está tocando no rádio. É do cd novo de uma das minha bandas preferidas e eu te digo isso. Você aumenta o som e nós começamos a nos divertir.
Seu cabelo está preso em um rabo de cavalo, uma blusa branca por dentro de um short azul escuro, seus pés estão descalços e você dança na ponta deles. Às vezes você gira. Numa mão você segura uma taça de vinho e na outra um cigarro. Seus olhos estão fechados. Você sorri fazendo bico. E dança. Nunca ouviu essa banda mas gosta da sensação de liberdade que a música dela lhe dá, e então me puxa para dançar também. E nós dançamos. Sentimos a música nos conduzir como ela bem quiser. Nós estamos elétricos e sorrimos. Podemos fazer o que bem entendermos: viraremos estrelas, beijaremos a lua e voaremos pela cidade escura. Você bebe vinho. Eu trago o teu cigarro. Nós estamos elétricos e eu beijo sua boca com gosto de vinho. Durrabamos coisas da estante, nossas mentes giram e caímos. Estamos em baixo, no chão. Sorrimos, rimos, gargalhamos, você beija a minha boca com gosto de cigarro. Você monta em cima de mim e tira a minha jaqueta de couro preta. Eu tiro sua blusa branca e mais beijos com gosto de cigarro e vinho acontecem. A música não para, nós não paramos, estamos elétricos e elétricos nós nos amamos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quando eu esquecer você

Quando eu esquecer você, eu vou esquecer como são os dias de sol. Quando eu esquecer você eu vou esquecer como é tomar banho de chuva. Quando eu esquecer você, vou esquecer como é o brilho das estrelas. Quando eu esquecer você, vou esquecer que o homem já pisou na lua. Quando eu esquecer você eu vou esquecer como são os discos de Caetano e de Jobim. Quando eu esquecer você vou esquecer das boates e dos botequins. Quando eu esquecer você, eu vou esquecer como é cantar alto no chuveiro. Quando eu esquecer você, vou esquecer o cheiro de terra molhada. Quando eu esquecer você, vou esquecer como é comer a minha fruta favorita. Quando eu esquecer você, vou esquecer como é me sentir tão perdida. Quando eu esquecer você, vou esquecer das nossas roupas descoladas. Quando eu esquecer você, vou esquecer como é dormir todo dia de madrugada. Quando eu esquecer você, vou esquecer de querer ser tão livre. Quando eu esquecer você, vou esquecer de chorar. Quando eu esquecer de você, vou esquecer de lembrar. Quando eu esquecer você, vou esquecer de sorrir. Quando eu esquecer você, vou esquecer de sonhar. Quando eu esquecer você, vou esquecer das flores, das cores e dos sons. Quando eu esquecer você, vou me esquecer como é amar. Quando eu esquecer você, eu vou esquecer de mim...

Continua sendo sobre você.

Feche os olhos. Escute o vento lhe dizer "estou te esperando" com um "sinto sua falta" escondido. É uma risada sem motivo só porque eu sei que você gostava de escutar. Uma cerveja gelada todo fim de sexta-feira - ou todo dia da semana, não importa - e assistir aquele filme que cê gostava, o teu preferido. Talvez eu seja o teu eterno Tom. Teu perfume ta rondando pela casa e aquele disco do Cazuza ta tocando na vitrola: "o tempo não para" ele diz, mas parece que pra mim ele parou no dia em que te conheci. É um sorriso sincero e triste por sentir a sua falta. A falta é a morte da esperança e a minha já se deu. Talvez eu seja tão egoísta e por isso eu te ame. Talvez eu apenas te ame pelo o que tu és e tu não vê. Um dia descobriremos, só espero que não seja num tempo chamado Tarde Demais. Já é tarde demais pra você? Para mim só se for para desistir. É sempre tarde demais para se desistir. Não desista mais meu amor. Trago desesperadamente esses maços de cigarros como se eu estivesse tragando você, e as cinzas eu deixo voar. Eu sempre quis que você voasse alto, espero que você saiba, e tudo o que eu fiz foi pra tentar te mostrar que eu não nunca quis ser livre sozinha. Queria ter tuas mãos por perto ao decolar pelo precipício. Nunca quis ser fora dia lei sozinha também. Queria viver aventuras e desventuras contigo. Eu só queria estar sempre contigo.
Te escrevo coisas que não te mando, que não te mostro, que você  talvez nunca irá ler. A nossa história cheia de talvezes. E não são as dúvidas que dia-após-dia me consomem e sim algumas faltas de certeza. E sim, também são coisas diferentes. Mas já não há tempo para explicações não é mesmo? Já somos adultos, leões ferozes largados no meio dessa selvajaria que é o mundo. Temos que correr ainda que não saibamos ao certo o caminho a se seguir. É preciso chegar em algum lugar. Também to tentando. Mas o fato é que no meio do caminho eu avistei um passarinho, e lhe dei um bilhetinho azul para ele te entregar. E nele diz: Eu te amo. Sem explicações, dúvidas, liberdade ou egoísmo. Sem nada. Eu Te Amo e só isso. Ou isso tudo. Sinto sua falta.
E ainda que você voe para mais longe nessa tua liberdade toda liberta, caso queira um lar para o qual voltar, tens um peito sempre aqui a te esperar. Se cuida. Ou então volta pra cá.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Lembrando e pensando.

Já faz algum tempo mas eu ainda me lembro de você escrever: "Quem sabe um dia eu não consiga vomitar tudo isso que você significa pra mim." Eu me pergunto se esse dia irá chegar. O que eu fui pra você? Ainda sou algo? Espero te encontrar algum dia, num esbarrão qualquer na rua, sentar numa mesa de bar e ouvir as respostas. Quem sabe... Aposto que depois de tanto tempo vai ser bom ouvir tua voz de novo. Agora o vento está soprando lá fora e aqui de cima do décimo oitavo andar da pra ver os pontos luminosos dos potes de luz, os poucos carros passando nas ruas e as nuvens encobrindo a lua. O mesmo décimo oitavo andar em que eu recebi tua ligação às duas da manhã, ou mais, só pra ouvir minha voz e chorar. Naquela noite eu não dormi sabia? Doeu não foi? É, o término sempre dói.
Ainda lembro das palavras seguintes também: "Quem sabe o álcool não anula as minhas correntes sanguíneas e faz com que você pare de circular dentro de mim." Parece que agora você está imune. Teu tão aclamado dia chegou. Tudo bem. Às vezes por mais que queiramos insistir, só o que podemos fazer é dar de ombros, sorrir triste e seguir. A gente tentou, talvez não da forma certa, talvez nem o suficiente, mas a gente tentou. Pelo menos eu tentei.
Eu só tinha amor pra dar mas infelizmente amor não é tudo, foi o que aprendi. Larguei o emprego, bebo mais e faço muito mais burrada agora, enquanto você tem todo um futuro pela frente. E brilhante, eu sei. Talvez eu não seja mesmo o melhor pra ti, já que eu nem sei o que fazer com a minha vida. Mas ainda assim toda vez que estou nesse mesmo décimo oitavo andar, (e outras vezes também) e sinto o mesmo vento frio que passa por ti no rosto alguma coisinha me faz pensar: "Como será que a gente estaria? A gente podia ter sido feliz." E ai eu lembro de que fomos, no nosso pequeno espaço de tempo, mas fomos. Pelo menos eu fui, a única vez que tive meu coração em paz foi o tempo que passei com você. Então eu balanço a cabeça e suspiro, é que a minha cabeça foi feita pra sonhar - outras palavras tuas que eu não esqueço.
Eu comecei esse texto pra dizer uma coisa e já falei mil e uma outras, é que você sempre me dá o que falar. E pensar. E sentir. E querer. Tá vendo? To eu aqui divagando de novo! É que eu to feliz por você, e triste por mim porque eu sei que agora sim é o fim, pra mim. Espero que um dia você consiga vomitar o que significo pra ti, eu gostaria muito de saber, mas até lá, eu vou ficar te mandando amor e pensando "como você me dói vezenquando..." Agora uma dor boa, - se é que isso existe - uma dor de quem sente falta de algo que não vai voltar.
Voa minha menina, voa que o mundo é teu.
Sinto sua falta mas agora eu sei: é preciso seguir.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

This.

Planos.
Saudade.
Sonhos despedaçados.

Olheiras.
Cansaço.
Frustração.

Desânimo.
Vazio.
Confusão.

Vontade.
Impedimentos.
Incompreensão.

Solidão,
Que assim,
Seja.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Coleciona(dor)a.

É muito confuso esse vai e vem, gente pra todo lado, não sei ainda se o caos aqui dentro é maior do que lá fora, já te contei isso né? Devo ter contado... Mas u sempre ando tentando descobrir.
Tem dias que eu sinto mais saudade do que deveria, aquela saudade que aperta, esmaga, quase destrói o peito e reduz ele a um tamanho de um arroz. Em alguns outros até que me viro bem, conto estrelas pro tempo passar mais rápido e a cada três estrelas, uma saudade a menos pra contar... Até essa conta começar a falhar. Sou apenas eu tentando me enganar.
Entre minha coleção de desencontros, ainda te encontro em tudo e fiz uma nova coleção de adesivos pra remendar o peito. Te guardo como o meu melhor segredo, aquele que eu gostaria de gritar mas sei que é para mantê-lo assim só pra mim. É mais poético e lindo assim - doído também, confesso. Te guardo como um segredo bom de lembrar, mesmo quando sei que é preciso esquecer para conseguir sobreviver. Eu só não sei se quero. E se devo.
Talvez, mesmo contra à minha vontade, seja a hora de deixar o passado em seu lugar já que ele não quer virar futuro. Talvez seja hora de deixar o meu melhor segredo virar realmente segredo. Dentro do meu peito.
Foi bom te ver sorrir, e eu ainda lembro do teu jeito.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Olhando.

Dizem que o amor nos deixa cegos e talvez tenham razão. Eu estava tão ocupada te amando que não olhei para os lados, nem para lugar nenhum além de você. Você. Você que estava sempre na minha frente me fazendo te enxergar. O engraçado é que todo mundo me via olhando somente para ti menos tu. Tu. Tu que eu não sei até hoje como me olhava realmente, mas eu, ah, eu só olhava para ti. Olhei tanto pra você que não prestei atenção ao meu redor aliás, parecia que o mundo ao meu redor não existia, a única coisa que sempre existiu foi tu e todo mundo via. Menos você. A única que tinha que olhar.
A gente sempre combinou em quase tudo mas acho que em certas coisas nós nunca nos entendemos. A direção para qual olhamos era uma dessas coisas, talvez. Eu te olhava tanto e ah, como eu adorava te olhar... Mas você nunca percebeu. E quando eu lhe dizia tentando fazer você prestar atenção, você nunca acreditava. E eu nunca soube para onde você olhava. Será que era só para mim também?
Enquanto eu te olhava o mundo acontecia ao meu redor e a quilômetros de distância dele também, e algumas pessoas me olhavam. Mas eu não podia vê-los porque eu sempre olhei para você. Bem, acontece que agora você se foi e eu não sei e talvez nunca saberei o que um dia eu fui pra você se é que ainda sou alguma coisa. Resolvi engolir tudo pra dentro e voltar a olhar pros lados mesmo já não tendo ninguém me olhando. Nem você. Apenas as sombras de todos que me olhavam caminhando para mais longe de mim. E eu deles, talvez. Resolvi também aceitar a minha solidão e seguir. Ainda não sei aonde irei, eu só não posso parar e olhar para alguém de novo. Não mais. Porque a gente só aceita o amor que acha que merece. E talvez, eu não mereça amor algum.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Alma Imunda.

Afinal, o que eu sou? Uma anomalia, esquisitice, um erro sem concerto, qualquer coisa assim? Uma anormal em um mundo normal ou uma normal em um mundo anormal? Um alguém bom fazendo coisas ruins ou um alguém ruim fazendo coisas boas? Afinal, quem sou eu?
São inúmeras perguntas quase todas sem respostas, e quanto mais eu tento me encontrar parece que só consigo me perder. Acho que nunca me encaixei em nenhum lugar - só naqueles braços que já não são meus, mas isso não vem ao caso - e não consigo não me sentir uma decepção completa para as pessoas ao redor. Um fracasso. Acho que apostaram demais em mim sem por na garantia. Erro deles por esperar demais ou meu por não conseguir? Minha alma, que talvez seja imunda já que é assim que a sinto agora, inunda meu ser de confusões e me suja. Estou enlameada dos pés a cabeça e tudo o que eu consigo sentir é um caos dentro de mim. Brigas pelas ruas, copos cheios de álcool que logo ficam vazios, tragos que só me fazem mal. O mundo parece me fazer mal e eu devo fazer mal a ele também. Para onde vai a minha vida se eu nunca quis que ela fosse assim? Dizem por aí que eu ando pior do que nunca, eu posso ouvir e concordo com eles. Me sinto suja, enlameada dos pés à cabeça dentro de um abismo que eu não sei quem criou pra mim mas que eu gostaria de sair, só não vejo como.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Confessando.

É estranho depois de tanto tempo beijar uma boca que não é a sua e me encaixar naquele velho clichê "te procuro em outros corpos" mas acho que é exatamente assim. Sei que não há ninguém igual a ti mas toda vez que atravesso as ruas procuro em meio a multidão de pessoas apressadas para seguirem suas rotinas e deveres, alguém parecido ou com alguma mínima semelhança a você. Só para tentar matar a saudade que só você pode matar. Outro dia jurei que quase tinha conseguido, mas a saudade quase esmagou feito uma bigorna o meu peito e tive que sair correndo do lugar. Enfim.
Passei esse tempo com nojo das pessoas, oportunidades não faltaram pra eu me encaixar naquela "comedora cafajeste" que todos acham que eu sou. Mas grande parte de mim não é e estar com alce não que seja você me parece tão errado, então eu me fechei. E é estranho depois de tanto tempo beijar lábios que não sejam tão macios quanto os seus, que não se encaixam tão bem nos meus quanto os seus. É tão estranho que não seja você... Não, eu não vou mentir e confesso que já estive com alguém depois de ti mas me parece tão errado, quase repugnante. Acho que não mais conseguirei ver as pessoas da mesma forma que via antes de você aparecer, não me sinto mais capaz de gostar de alguém novamente e pra ser sincera nem quero. Mas eu sou sozinha demais, triste e alegre demais ao mesmo tempo e talvez seja por isso que eu acabe fazendo tanta burrada. Acabo bebendo demais, fumando demais e às vezes beijando quem eu não quero beijar. Bocas sem importância, pessoas sem importância. Deplorável, que pena de mim. Eu sei. Mas a gente tem que seguir de algum jeito mesmo que para isso a gente precise errar bastante. E eu não sei porque estou agindo assim só sei que estou, assim como sei que uma hora eu pararei. Só espero não magoar ninguém também, já que percebi que não importa aonde você esteja, quem você beija ou fode, o que importa mesmo é aonde o seu está seu coração e o meu está aí com você mesmo que enterrado em algum lugar.
Desculpe-me as pessoas que chegaram e chegarão em minha vida depois de você, mas é que alguém já passou por aqui e levou tudo consigo, o máximo que poderei lhes dar são beijos melados que na manhã seguinte me arrependerei de ter lhes dado. E seguirei assim até que eu me feche de novo e nunca mais me abro.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Madruga. Como de costume.
O tempo nunca foi meu amigo sabe? Eu sei o que dizem dele: que ele cura tudo. Mas quanta bobagem! Já faz algum tempo e aqui nada muda. Até muda, mas não pra mim. Vai ver o problema sou eu. Não se pode ser alguém que sente num mundo onde todo mundo fingi. Ou realmente não sente. Enfim. Pra você são lembranças, pra mim realidade. Ainda.
Madrugada. E eu to ouvindo minha banda favorita que agora tem a sua cara e eu sei que você sabe qual é. Dei um sorriso ao escrever isso. Tudo agora tem a tua cara. É que você se foi e ficaram tantas lembranças, tantas musicas, tantas palavras pra serem ditas... Meus filmes, livros e bandas favoritos agora tem tua face. E que bela face! Teu nome está escrito em cada molécula de mim. Todos sabem. Não escondo, mas também não falo mais tanto sobre ti. É que o tempo está passando, você se vai cada vez mais e eu tenho que guardar cada pedacinho de ti que puder. Mas ainda me lembro de tudo. Passo minhas noites lembrando. Sim, ainda.
Madrugada e eu faria qualquer serenata despreocupada pra você, mas eu também sei: não sou mais eu que ocupo esse lugar. Quem nunca soube de nada foi você. É que você nunca entendeu meu bem que quando eu amo, eu amo mesmo e quando eu odeio... Bom, você já deve saber o resto da frase. E eu te amei. E amo. E sempre vou amar, disso eu sei. Mas você nunca acreditou... Mas não pense que lhe quero mal, NÃO! De jeito nenhum, jamais. Entre todas as pessoas do mundo, tu és a única que eu quero ver brilhar - eu sempre gostei daquela sua risada que já foi bastante fotografada por ti e sempre achei um charme "seus dentinhos tortos" - espero que você saiba - e espero que você arranque um grande pedaço mundo também. Mostre pra ele quem você é, porque sei que um dia você irá ver a beleza que há em você. Te ver feliz foi tudo o que eu sempre quis e eu sempre soube que podia não ser eu a fazer isso. Então vai, voa, faz todas as coisas que quiser fazer, não pensa, só faz. Vou estar orando por ti.
Eu nunca te esqueci em todos esses meses, continuo sentindo tudo do mesmo jeito, não desejo o teu mal, mas me sinto morta por dentro. Não te culpe, já me sentia antes mesmo de você. Mas aí você veio e acendeu tudo, me reviveu e foi lindo! A coisa mais linda que eu já vivi e eu nunca pensei viver algo assim. Foi intenso, real, mas curto. Nosso pequeno infinito. E aí você foi embora, nada mais natural que eu morresse de novo. Me tornei zumbi. Mas passo bem - na medida do possível. Sigo aos tropeços mas sigo. Te encontro sempre que dá em cada copo cheio de vodka que eu bebo e quase sempre dá porque eu bebo bastante. Adquiri alguns vícios depois de você. Qualquer coisa que me faça companhia. Te encontro em todo o resto também, mas isso não importa, finalmente vi a diferença entre nós: é que se tivéssemos uma nova chance eu escolheria te manter no meu presente e futuro independentemente de como fosse, já você, escolheria me manter no seu passado e sinceramente eu não sei porquê. Não? Diga-me se estou errada, mas eu sei: você não irá dizer. Eu disse: tem coisas que eu sei mais do que demonstro saber mas eu também sei que tem coisas que eu nuca vou saber. Será que você consegue acompanhar meu raciocínio. Estou rindo enquanto me sinto uma louca por dentro.
Madruga e é incrivelmente engraçado, eu morri por você me esquecer mas a única coisa que me mantém viva é a simples certeza de que mesmo que você não me veja mais, nem converse mais comigo ou nem lembre que eu exista, você está em algum lugar do mundo. Eu só não te desculpo por me esquecer. Com isso eu não sei lidar.
Às vezes parece que eu senti tudo sozinha, às vezes eu não sei. Eu não vou mais mandar meus pequenos sopros a você na esperança de que você se lembre de mim. Não me sinto no direto de perturbar a tua paz. Te deixarei livre. E eu morri por isso, agora você entende? Mas não se sinta culpada, nem me culpe. A vida acontece mesmo, mas só se deixarmos ela acontecer. Por motivos diferentes nós deixamos, e como as folhas no outono deixo você livre pra seguir. A coisa mais difícil que já tive que fazer, não é porque eu quero mas sim por não ver outra saída. Quando um não quer dois não brigam. A matemática é simples. Mas eu sempre voltaria, eu sei que você sabe.
Madruga. Eu desejo que um dia, por descuido, vaidade, poesia ou saudade, você escolha voltar. As portas vão estar sempre abertas e é nisso que você deve acreditar: que você pode ir sabendo que sempre vai poder voltar. Mas eu não sei se você voltaria...

domingo, 21 de setembro de 2014

Dia 21 de todo mês (III)

"Tive um amor que me matou. E depois dele não existi mais. Depois dele não fiz nada que significasse estar viva, depois dele deixei que tudo passasse e acontecesse enquanto eu estivesse completamente alheia. Depois que ele me matou.
Tive um amor que me matou. E quando penso sobre o que é estar viva, sobre o que pode ser estar viva, ou sobre o que se sente enquanto se sente vivo: é naqueles dias que penso. Nos últimos dias em que estive viva e alerta para o mundo, vivendo merecidamente.
Tive um amor que me matou. E eu só posso ter merecido essa morte abrupta, sem aviso prévio, sem expectativa de desastre. Não há expectativa de recuperação. Por isso é morte. Não tem volta, por mais que eu ainda esteja aqui, escrevendo, pensando, e sonhando o tempo todo. Tenho sonhos bonitos com o amor que me matou, e quando acordo me dou conta da mentira que é sonhar. Quando a realidade é pesadelo.
Tive um amor que me matou. E depois dele nunca mais fui alguém. Depois dele passei a viver com medo, com medo de estar desse jeito: morta parecendo viva.
Mas nenhum outro estado faria mais sentido, aliás. Eu sendo zumbi, existindo sob a pele e os ossos, mas sem aura e sem nenhuma cor. Sem felicidade real, sem busca por coisa nenhuma. Sem planos. Com medo e pesadelos.
Tive um amor que me matou. E eu, morta viva, faço dele meu fantasma, e vejo-o o tempo inteiro. Antes, quando viva, as melhores partes do dia eram sair de casa para vê-lo. Sair de casa e olhar para ele. E estarmos juntos, e que ríssemos por todo o dia. E agora, cultivo o medo de sair por aí e vê-lo. E ouvir de novo em sua voz: que tudo ficou melhor depois que ele me matou. Que tudo está melhor agora. Tenho medo de sair e, além de vê-lo, ver tudo isso também: que ele ficou melhor comigo morta. Esquecida.
Tive um amor que me matou. E me esqueceu. E depois dele nunca mais estive viva, porque ele nunca mais lembrou que eu existia."

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

20 anos.

20 anos.
E a sensação que eu tenho é de que já morri por dentro. Ou de que morro um pouquinho a mais dia-após-dia. Vinte anos, e o que eu fiz até agora? O timbre de uma voz desconhecida fica ecoando em minha mente dizendo: nada. E é nisso que eu estou me transformando há 20 anos: em um grande nada. É, eu sei, chega a ser engraçado e um tanto melodramático alguém com tão pouca idade dizendo isso, mas ninguém faz ideia do peso que esses 20 anos tem nas minhas costas. Nada é tão fácil quanto parece e se já está assim agora, imagina quando chegar os 40. É triste que pelo menos no único dia que eu deveria ser mais feliz, é o que eu me sinto pior. Tudo sempre dá errado e ele só é um lembrete de que a velhice está chegando e de que eu não passo de um erro. Eu também sei, eu deveria sorrir, mas a vontade que tenho é de sei lá o quê, menos isso. Sou um erro ambulante que vaga sem destino por aí, não vejo uma forma de ser importante e gostaria de não me sentir assim.
Vinte anos, e tudo o que eu tenho são sonhos e a incapacidade de não conseguir colocá-los em prática. Comodismo demais ou insuficiência mesmo? Não consigo dizer, será que alguém saberia? E engana-se quem pensa que gosto de dizer essas coisas e de me sentir assim, no entanto também não consigo não fazê-los. Não é possível ver as qualidades quando só nós fazem enxergar os defeitos. Sigo sendo um paradoxo inconstante há duas décadas. Cheia de porquês sem resposta alguma, talvez.
Vinte anos, e me sinto tão perdida quanto uma criança sem a mãe por entre uma multidão, aliás já sou adulta né? Mas ainda insisto em ver o mundo com meus olhos de criança, talvez esse seja o meu erro, talvez isso seja minha salvação. Ainda pretendo descobrir. Pretendo descobrir tantas coisas aliás, só não sei se sou capaz de conseguir. Tenho medo de não crescer, mas preciso fazer alguma coisa para que isso comece a acontecer. Só não sei por onde começar e não tem nenhuma mão pra ajudar, mas dedos apontados em meus rosto fazendo cobranças e apontando meus erros, isso tem de sobra, meu par de mãos seriam pouco para mostrar. Mas enquanto penso o meu tempo vai se esgotando. Vinte anos, e eu só queria de algumas coisas não lembrar, acontece que eu nunca fui de esquecer. Vinte anos, e sinto que esse será o pior dos aniversários: sem dinheiro, sem companhia, quase ninguém irá lembrar e o único presente que eu mais queria - tua presença - eu não irei ganhar, eu sei, mas dispenso as felicitações falsas. Ainda sou daquelas que prefiro ficar só do que mal acompanhada. Vinte anos, e eu vou voltar  pra minha solidão enquanto ouço de longe as vozes começarem a me cobrar. É hora de colocar em prático o velho sorriso amarelo e fingir que tudo está bem, afinal, ninguém quer saber e as pessoas acreditam mais se você mentir.
Enfim, parabéns pra mim. Ou nem tanto.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sobre a piada que eu sou.

São 02:02 de outra madrugada vazia em claro. Aliás tudo por aqui anda vazio, inclusive eu. Mas eu sou um vazio cheio: cheio de saudade, de inseguranças, de perguntas, de sentimentos, de desilusão, de amargura, de solidão e tantas outras coisas.... Meu peito não tem sossego faz tempo e faz tempo que no meu mundo não há paz. Exceto quando eu penso em você, o que faz automaticamente um sorriso se formar em meu rosto. Acontece que lembrar você me faz lembrar que você já não mais está aqui, então não, é melhor eu não falar sobre você, não dessa vez.
Faz dias que eu não tenho sossego no peito. Na mente então nem se fala. Ta tudo inquieto dentro de mim e eu só queria poder ser uma lagarta dentro de seu casulo e ficar por lá. Acontece que eu já fugi demais das coisas que eu tinha que enfrentar e enfrentei demais as coisas que eu tinha que deixar de lado. Eu vivo sendo esse paradoxo (im)perfeito. Eu vivo procurando respostas que eu não vou encontrar, eu vivo querendo pessoas que não me querem com elas, eu vivo dizendo não para quem me diz sim e dizendo sim para quem me diz não. Eu vivo fazendo burrada nas tentativas em vão de acertar. Eu sou mesmo uma piada. Acontece que essa piada já não tem mais graça e nem eu e nem o palhaço aguentamos mais. Ta cada dia mais difícil tentar aprender a viver e eu sei que eu nem comecei a tentar...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dialogando Sonhos.

Ei mina, pega as chaves do carro e cai pra cá. Traz a cerveja gelada e um vinho barato. Os cigarros e a diversão são por minha conta.
Mas cê demorou hein? Que saudade! Me dá dois beijos no rosto e um baita abraço! E aí guria dos cabelos cor de caqui, cê ainda anda apostando muito nas ameixas? Sabe, eu não sei no que aposto. 
É, faz um pouco de tempo que a gente não bate um papo, mas puxa uma cadeira e senta aí. Me conta como vai tua vida, mas conta devagar que a cerveja já tá pegando no tranco e o mundo tá girando de novo. E não é que o mundo gira bonito... Me passa aquele maço de cigarro? Ah, valeu... Vish, será que eu perdi o isqueiro? Ah não, pera! Ta aqui. Achei...
Mas e aí, o que cê tava dizendo mesmo? Que agora é tia né? É, eu sei como é que é, difícil né? Ainda lembro como minhas olheiras aumentaram depois da minha. Mas é uma delícia não é mesmo? 
Ah, o que? Cê ta me perguntando sobre o coração? Ah, o coração é um peso que eu larguei pra não afundar de vez, deixa ele lá, deixa ele quieto. Cê entendeu não foi? Adoro piada interna! Ha ha ha. A gente fica legal quando ri junto. É muita onda não é? E quem liga? Ha ha ha de novo.
Cê gosta de vinho? Eu não gostava, mas hoje eu to bebendo mais, e fumando mais. Fodendo mais? Mas que absurdo menina, eu sei que cê gosta de uma coisa sacana mas deixa a sacanagem pra lá. Vai mais um cigarro aí? Ok, mas me dá um trago. E essas tuas novas tattoos? São daora, combina com teus óculos da moda! É, eu nunca sei o que fazer com o cabelo... Mas ei! Hoje eu deixei ele bagunçado pra você, eu sei que você gosta, me diz, você notou? É, eu quero mais um cigarro por favor.
Mas hein, vem dançar, não importa se já está tarde e você já bebeu demais, não interessa se você tem que ir embora, cala boca e escuta esse som. Arctic Monkeys na vitrola, escuta como esse cd é bom, não pergunta como eu consegui, aproveita que isso é um sonho e que nos sonhos dá pra fazer o que a gente quer, aproveita que dá pra ser feliz... 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ventania.

É noite de quinta-feira e há uma ventania lá fora. Parece que o vento varre tudo, incluindo tudo de dentro de mim. Esse tal tudo se perde num espaço de tempo por aí. E eu o vejo dançando junto as folhas das árvores rodopiando, brincando de pega-pega, apostando quem voa mais rápido. Esse tudo é carregado de você. O vento trouxe de volta o teu rosto, o teu gosto e a sensação boa que era saber que do outro lado da cidade você estava no teu quarto toda noite pensando em mim. Mas o vento é traiçoeiro, quando finalmente decidi aceitar que você escolheu trilhar seu caminho longe de mim e que está bem assim, ele me traz de volta você. Não que você tivesse ido embora - você sempre esteve aqui, e há de ficar por muito tempo - mas às vezes chega uma hora em que simplesmente temos que aceitar quem nos quer ou não nas suas vidas. Você não me quis. Você teve os seus motivos, que eu não sei se compreendo, mas isso não muda os fatos. Você me deixou quando disse que nunca o faria. Não há culpados, tudo bem.
Além de tudo o que eu nunca deixei de sentir, sobrou saudade. Uma saudade tão carregada de você, cheia dos sonhos que eu tinha pra nós, cheia da minha vontade de te fazer feliz, cheia das tuas promessas, dos teus textos de amor, dos teus olhos de ressaca... Até hoje me pergunto como você pôde esquecer. Talvez um dia o vento me traga a resposta. Enquanto isso vejo tudo o que há dentro de mim que sempre é tão cheio de você rodopiar leve por aí... Depois desses meses é bom poder respirar nem que seja por um momento. A ventania sempre foi dentro de mim, desde aquele dia terrível de abril. E tem sido um tormento.
Sinto sua falta amor, mas enquanto espero o dia que os ventos te tragam de volta pra mim, fecho os olhos e deixo meus cabelos brincarem com o vento...
Continuo esperando.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Te mandando um sinal.

Eu tive que aprender na marra, assim do nada sabe? Como era a vida sem você... Eu sei, fazia pouco tempo, mas eu já não lembrava o quão ruim era uma vida sem ti. Amarga. Foi tudo tão intenso, tão rápido mais tão real, pra mim... Ficaram tanta dúvidas, tantas perguntas sem respostas e o sentimento que cabia em um mundo inteiro dentro de mim. Todo ele só por ti. Coisas irreais começaram a acontecer, coisas que eu pensava existir só em filmes, como nossas vidas se entrelaçando em cada esquina por mais que eu não pudesse te ver, e eu, dia sim-dia-não era com teu rosto que eu sonhava. Me diz: dá pra ser feliz assim? Felicidade eu descobri quando te vi pela primeira vez.
Mas a vida foi difícil e eu andei tropeçando, tomei cada gole de birita que me ofereciam e que não me ofereciam também... Aprendi a tragar pra me embriagar, mas o apelo do gosto amargo que o cigarro trazia continuou o mesmo: sempre me lembrando você. Tudo me lembra você, parece castigo. Ou dádiva talvez. Alguns chamariam de destino, sei lá.
Se eu contar parece história, lorota, mas nunca foi tão verdade assim e olha que de mentira eu não manjo não: todas as horas do dia que meus olhos estavam abertos você estava lá, e quando eles estavam fechados também: eu nunca esqueci você. Chamem do que quiser mas eu nunca esqueci teu rosto, tua voz, o toque das tuas mãos, o macio dos teus lábios, o teu nome... Nada. Tudo sempre ecoa na minha memória mas aí você foi embora e eu tive que aprender na marra, a socos e pontapés como era a vida sem você. Doeu cada noite e cada dia, e ainda dói. Aprendi a não falar sobre, aprendi a ficar quieta, aprendi a me isolar no meu casulo mas aonde quer que eu vá eu levo você comigo, pequena e ninguém precisa saber.
Eu sei, alguém tem que seguir e nessa história foi você, eu quero que você seja feliz entende? Eu sempre quis, mas ainda dói... Sempre vai doer, essa é uma sensação que eu tenho, e eu sei que nas minhas sensações você sempre acreditou - eu espero. E eu queria tanto te ver... Vê se me encontra em qualquer lugar um dia desses por aí: numa festa, numa esquina ou numa fossa qualquer, pode passar o tempo que for mas eu ainda vou estar sempre te esperando, minha menina com uma flor, nisso você pode acreditar. Eu ainda amo você, ontem, hoje, amanhã e sempre. Faz o que você quiser da vida só não esquece. Aonde quer que você esteja no mundo eu te mando amor.

Aqui vai sempre ter alguém lembrando de você, toda dia, toda noite, para o resto da vida. E. T. A.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Tentando.

É um dia chuvoso
E fantasmas vieram me assombrar.
É um dia chuvoso
E eu não quero mais lembrar.

Quero ser personagem de filme,
Uma mente quase sem lembranças.
Já que já sou um alguém sem importância

E é um dia chuvoso.
O inverno já chegou? Ou ele está vindo aí?
Faz tanto frio aqui dentro
Que já não sei mais distinguir.

O que será de mim agora?
Já não tenho pra onde ir
Acho melhor eu ir embora
Pra qualquer lugar longe daqui

Mas quem não sabe aonde ir
Não tem aonde chegar
E eu continuo parada
Aqui, no mesmo lugar

E faz tanto frio...
É tão sombrio...
Estou presa na escuridão de mim mesma
Sendo um alguém esquecido.

sábado, 21 de junho de 2014

Dia 21 de todo mês (II)

Oi amor. Vou te contar uns segredos está bem? Acho que a data pede alguns...
Mesmo depois de você ir embora, eu deixei tudo exatamente no mesmo lugar. Eu não apaguei nossas conversas nas redes sociais, muito menos as nossas fotos. Sua voz ainda permanece naqueles áudios e os registros das suas ligações ainda estão naquele meu aparelho de comunicação preto. Eu ainda uso seu amuleto só porque é seu (sim, ele ainda é) e me pergunto se você ainda usa - ou se já usou - o meu. Teu perfume ainda está em algum canto do meu armário (acho que é por isso que não consigo mais arrumá-lo). Tudo está como você deixou. Só não ouço as mesmas músicas, dá dor demais no peito e eu já tenho que me virar com as outras dores que sua ausência dá. É dor demais. Eu já não acredito mais nas coisas, nas pessoas nem em nada. Eu só vou levando como dá. Mas enfim, eu também já não sou mais capaz de ouvir Legião, porque você sabe: pra mim sempre será cedo, cedo demais amor... Mas de vez em quando, o nosso rei de bandana sussurra "minha flor, meu bebê" em meus ouvidos de algum lugar, e um misto de alegria com tristeza se forma em meu peito. E eu choro. Primeiro de alegria por ter tido a chance de ter te conhecido, depois de dor por você ter partido e então logo depois, eu quero dançar um Bete Balanço, mas você não está mais aqui  pra dançar a sua terceira música favorita. E então eu choro de novo. Eu também nem ouso pisar nunca mais - e eu disse nunca mais mesmo - naquele museu. Aquele lugar é só seu, não tem sentido ir sem ti. Sua presença emana de todo lugar. Será que você vai conseguir entender nas estrelinhas tudo o que eu quero dizer? E ah! Paris se transformou no meu mundo, sabia? Mas Paris é um lugar tão vazio sem você. O resto do mundo também.

Ah, se você soubesse o tanto de coisa pequenina (ou grandes) que sei e que guardo, talvez você voltasse. Ou talvez você entendesse. Eu sempre quis que você entendesse... Ainda quero. Mas não faz mais sentido não é mesmo? Pois é.
Hoje seriam três meses. Amanhã dois da sua partida e sexta-feira um mês do seu silêncio. Eu sei de tudo amor, eu guardo tudo. Mas eu entendi: talvez esse não seja o nosso tempo, talvez o nosso tempo nunca chegue ou talvez nosso tempo demore a chegar, e não pense que por saber disso já não dói porque dói e muito, mas hoje eu sei e tento sobreviver, porque viver, eu já nem sei mais... Queria que você soubesse que não é maximização, obsessão ou qualquer outra coisa que queira falar. É só amor. Não tem complicação. Eu amo você e te acho tão bonita. Sempre achei. Sei que vou lembrar de todo dia 21 e que se um dia eu conseguir começar a viver, quando eu olhar pra trás e te ver em minhas doces lembranças, eu vou sorrir. Vou me perguntar onde será que você está e pensar que a gente podia ter sido tudo e muito feliz juntas. Vou lembrar daquele dia na sua faculdade que nunca aconteceu e aí então, eu vou querer te encontrar, mesmo que seja só pra te dar uma boa olhada e dizer: foi bom te ver de novo.
Eu sei, você nunca acreditou, mas você sempre vai ser o meu amor. E eu espero que um dia você volte pra minha vida porque não há mais vida sem você.
Feliz dia 21 de novo meu amor. Espero que você esteja com uma flor na mão...

domingo, 15 de junho de 2014

Madrugada.

É madrugada amor, e eu sinto a sua falta.
São quase dois meses e a falta que eu sinto de você é maior do que senti ontem e menor do que eu vou sentir amanhã, e nos dias depois de amanhã. Já faz algum tempo e eu não sei como estão as coisas por aí, por aqui, tudo mudou ainda que eu não saiba identificar como. Mas mudou. E eu ainda me pergunto sobre você. São tantas perguntas... Nenhuma resposta. É duro dar de cara na porta e só escutar o barulho ensurdecedor que o seu silêncio faz. Ah, pequena...
É madrugada e as lembranças são a única companhia verdadeira que eu tenho. Eu sei, vendo daí tudo deve parecer muito fácil, mas não é. Vendo daí, tudo deve parecer estar tudo bem. Mas não está. Eu tenho andado por aí sem rumo, bebendo mais e distribuindo sorrisos amarelos falsos para evitar as perguntas. E todos acreditam, aposto que até você. Acho que andei me tornando uma cópia falsificada de mim mesma. O mal - ou o bem - de saber atuar é que você acaba caindo na tua própria novela e os teus espectadores também. É que dói pequena, e é uma dor que nunca diminui. Espero que você entenda, ou pelo menos tente.
É madrugada amor, e você nunca deixou de ser meu amor, mas você foi embora e eu ainda posso ouvir o som da sua voz me prometendo que iria ficar. É uma dor que nunca passa...
Já é madrugada amor e eu to de ressaca, não acredite nas mentiras que lê nos jornais, nesse meu falso sorriso amarelo nem nas minhas coisas banais. É que você foi embora, e eu tenho que me virar né? Foi o jeito que arranjei de esperar você voltar. E eu espero que você volte.
Não se esqueça de mim meu grande amor da minha vida, que daqui, você segue sempre na minha memória, nas lembranças, no coração e no resto também, meu bem. Será que eu ainda sigo em ti como você segue em mim?

E antes que eu me esqueça: esqueça de ir embora de vez porque ainda é cedo, amor.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Noite Passada.

Foi horrível. É tudo o que eu consigo dizer e sentir.
Parece que o baque sobre tudo o que aconteceu só veio agora, e eu não to sabendo lidar. Mas era óbvio que eu não saberia: Se foi amor como não foi antes, é claro que seria dor como não houve antes. Ainda assim, não soube lidar. 
Passei a madrugada remoendo os sonhos, os desejos, os quereres que eu tinha pra nós, e doeu. Ah como doeu... E eu não soube lidar. E então eu chorei. E ah, como eu chorei... Dá pra acreditar? Menina estúpida bruta feito eu chorando. E muito... Se me contassem eu não acreditaria. Aliás se eu contar, ninguém acredita... Pois é, mas foi assim. Eu sei que olhando assim parece ser mimimi demais mas até quem não me conhece pensa que eu sou "O Monstro" e talvez eu seja. Talvez não. Mesmo que em quase toda partícula de mim haja sentimento eu nunca fui de demonstrar muito. Talvez seja daí o costume das pessoas de pensar que sou assim... Mas tanto faz, já não importa mais. Mas aí ela veio e aplicou uma injeção de dose tripla de sentimento em minhas veias e agora eu não to sabendo lidar. É, pois é. Dizem que um barco só navega se houver dois remos remando. No meu antes tinha dois, agora só tem um. Sinto que naufraguei e eu não sei nadar capitão...
Tudo o que aconteceu só me veio agora, feito uma surra que um furacão dá em uma cidadezinha do interior. Estou em frangalhos e eu nem tenho como te dizer isso, afinal, furacão que tu és, fez o que bem quis e foi embora me excluindo totalmente dos teus novos rumos. Mas também nem sei se lhe diria. Não mudaria nada e eu continuaria não sabendo lidar. Você não escutaria e se escutasse, talvez não entendesse, tuas veias não tem a mesma injeção de dose tripla que tem as minhas. É pequena, não está nenhum pouco fácil e eu sinto a sua falta. Você sempre foi a coisa mais linda dentre todas as coisas lindas pra mim, espero que você saiba, até porque isso não mudou.
Os dias se transformaram em um inferno e as noites viraram martírio pra mim, mas eu tenho que me virar não é? Espero que você se vire bem daí, que daqui, eu vou remando com esse barco de um remo só que você abandonou, tentando saber lidar.

Algo me diz que eu não irei conseguir.
Apostado? 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Eu Sei Moça.

Eu sei moça, que você é mais do que transparece. Sei que por trás da tua face branca cansada existe uma menina. Sei que por trás de cada garrafa de bebida segurada em uma mão existe uma flor segurada na outra. Sei que por trás das tuas roupas descoladas de menina adolescente existe um vestido vermelho com bolinhas brancas. Sei que em algum lugar por aí existe um balão em que você queira voar e ver o mundo inteiro bem do alto. Sei que você quer tocar as nuvens pra saber se elas são de algodão ou de papel, e sei que quer sentir a chuva na cara pra ver se do alto ela tem gosto. É, eu sei moça...
Eu sei que a gente é mais do que deixamos transparecer e que as pessoas insistem em não ver além disso, e eu também sei como dói. Eu sei como os cigarros e a vodka barata aumenta com isso, a desesperança então nem se fala. É moça, eu sei como pesa... Mas eu sei moça, que coração de canção feito o seu no fundo do fundo do baú sempre acredita. Mas é aquilo: as pessoas nunca enxergam além do que deixamos transparecer. É moça, eu sei bem...
Eu sei moça, que por trás dos teus cabelos vermelhos, há umas fitas. E eu sei que um dia eles - teus cabelos e as fitas - juntos, irão de encontro ao vento rumo a alegria. Eu sei moça, acredita em mim, em alguém, em alguma coisa. Só acredita moça... e não desista!

Eu ainda acredito no romance. Ainda...

Teu silêncio faz um barulho ensurdecedor e sua ausência não traz paz.
Eu gostaria de saber o que está acontecendo porque comigo as coisas não mudam da noite pro dia, leva tempo. Um grande tempo que talvez você não tenha (mas eu sempre quis perder todo o meu tempo contigo).
Eu ainda guardo a lembrança do seu sorriso e da sua cara apaixonada ao me ver. Ainda levo sua pulseira como meu amuleto. Ainda guardo teus beijos em minha boca vermelha. Ainda lembro dos nossos encontros e de como planejávamos e desejávamos um futuro pra nós. Ainda tantas coisas... Tantas coisas que você nem sabe e que talvez pra ti não faça mais sentido, mas perdi os sentidos ao perder você.

Será que um dia te tive?

Parece que as coisas voltaram ao normal: você escreve sobre estranhos na rua e eu sobre algum amor que me deixou (que dessa vez foi amor de verdade), damos sorrisos amarelos durante o dia mas são nas noites que percebemos o quão vazia nossa vida é, mas seguimos. Não sabemos exatamente o porquê. Ou saibamos, a questão é que continuamos seguindo... Tudo o que eu sempre quis foi seguir junto a ti, mas agora, parece que há linhas invisíveis entre nós que nos separam.
Sigo do Alasca sabendo que são essas mesma linhas que podem me levar de volta a Paris do meu mundo.

Você.

Podem chamar tudo isso do nome que quiserem, eu chamo de amor. Espero gritar mais alto que todos eles. Eu ainda acredito no romance.

domingo, 1 de junho de 2014

Bendita busca.

Eu tenho medo. Medo de ligar e você não atender. Medo de ligar e você apenas responder. É medo da ligação em geral, talvez.

E enquanto esse medo de uma coisa tão simples me destrói por dentro, eu fico olhando pro nada, porque eu não tenho força pra pegar o telefone nem pra nada.
Eu fico imaginando onde você está, o que está fazendo e em que está pensando. Você pensou em mim hoje? Porque você não saiu da minha cabeça um segundo.
Eu fico procurando você em todos os rostos, em todos os cantos  - quem sabe eu me esbarro contigo por ai. Como eu queria isso.
Eu fico na esperança de te achar do nada. E acabo me pegando de socos com a minha própria mente que só consegue ver você.
Não existe outros rostos, nem outros lugares, nem outras coisas.
Existe apenas o seu olhar, a sua voz, o nosso lugar, as nossas coisas - nossas palavras. Fica tão difícil sem você.

Longe de você - sem você - eu só tenho certeza de uma coisa: eu respiro (mal - bem mal - sem motivo).

Porque é tão dificil assim?

Meu coraçao explode a cada batida. O "tum tum" esquece de existir e vira "você, eu" nas batidas do meu coração, na minha mente, em todo lugar.

Eu penso no efeito do teu sorriso, na paz do teu olhar. Fecho os olhos e escuto a tua voz, sinto você como se fosse minha -mesmo não sendo- eu queria você aqui.
Queria, quero, mas não posso. Que dorzinha insuportável ao me lembrar disso. Lembrar do não poder, não fazer, não ter, não dizer.
Agora, é, agora. To sentada, e continuo com os olhos fechados (ah, eu não quero abrir, eu to vendo seu sorriso, ele é tão lindo... poderia ser meu, e como eu queria que fosse...), com o celular na mão e o seu número discado. Eu só queria ouvir a sua voz. Ah, como eu amo a sua voz, que falta eu sinto dela.
Abri os olhos, pois não posso fecha-los pra sempre, ou posso? Devo poder.
Voltei pra realidade, to sozinha, sem ninguém ao meu lado (eu não deixo ninguém sentar), to guardando esse lugar só pra você, to esperando você chegar, você voltar, você aparecer, você me ligar.
Porque eu não te ligo? Porra, eu só quero saber se você ta bem.
Sou incapaz até nisso, de pegar o telefone - ta doendo. Mas quem liga? Você não. Nem eu.

É muita incapacidade, é muito não, é pouco eu, é muito você, sempre - dentro de mim.

E é assim, eu não te liguei. Mas fecha os olhos agora, to falando baixinho, no pé do seu ouvido: eu amo você menina.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Intimação Subliminar.

Meu bem, meu bem,
Furacão total.
Será que você não vê meu bem
Que eu nunca esqueci desse nosso tango que virou carnaval?

Me pergunto se ainda queres
Imitar Barão e vir comigo
Então vem. Vem comigo.
Pra te buscar to passando aí no domingo.

Sabes bem aonde me encontrar
Num banheiro em local proibido,
Num lago com as lágrimas a derramar,
Eu to sempre a te esperar em qualquer lugar.

E teu lugar sou eu tu bem sabes.
E o que eu sei?
É que se tu não vem às 17h da tarde
Eu poderia muito bem subir as escadas até o 504.

Me mande um sinal, uma carta, um telegrama ou bilhete em garrafa igual a pirata.
Só me dê um sinal. To buscando alguma certeza.
Te espero domingo pra finalmente saber se queres provar que o adeus é sim reversível.
E me dê o prazer da tua linda beleza.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Segredo.

Eu tenho te visto de longe. Tenho acompanhado cada passo seu que eu pude. E ah, como você estava linda em todos... Mas eu sou suspeita pra falar né? Não, não mais. Agora me misturei por entre a multidão que te ovaciona e você nem ao menos vê. Eu sempre lhe disse: tu tens um brilho todo teu. Pena que seu pequeno problema de visão só afete você e apenas você mesma. O bom (pra você) é que todos podem te enxergar, inclusive eu - especialmente - eu. Você nem sabe, mas estou ali. As vezes me pego dando aquela gargalhada que você tanto gosta (ou gostava) ao pensar em como seria se você descobrisse que eu sempre estou ali, logo perto de você. No mínimo você acharia (palavra diretamente tirada do seu vocabulário) "lindérrimo" ou assustador. Quem sabe ambos. Eu disse, eu disse... eu não estaria longe, eu vim pra ficar e ainda bem que ficar não é sinônimo de ver. Não sei se quero enxergar alguém nos teus olhos castanhos que não seja eu, e sei que não quero ver alguém segurando as mesmas mãos que eu sempre amei tanto segurar, por isso me aproximo de longe, mantendo uma distância segura para nossos corpos insanos que antes tanto se queriam. Observei você rodar e soltar aquele teu riso " feliz felizérrima" das fotos me perguntando se algum deles ainda eram pra mim,  te admirei com aquele vestido branco, achei lindo aquelas tiaras em tua cabeça, segui cada traço das olheiras do teu rosto, e então eu parei. Parei e deixei você seguir seu rumos por entre o Rio de Janeiro e enquanto eu tomávamos meu caminho demovera ora casa desejei que você acreditasse que mesmo quando eu não presto, eu não presto honestamente. Esse lance de fingir não é comigo, mesmo que pra isso eu tenha que parecer insensível ou dramática demais. Você já deve ter percebido. E quando eu não presto, eu não presto da melhor maneira possível. Espero ter te levado o melhor.
Não sei até quando seguirei teus passos, mas tu podes ter certeza que eu sempre estarei lá, por mais que você não me veja, por mais que você não me ouça, por mais qe você não acredite, eu sempre estarei lá pra você. E eu acredito em ti, sempre.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Dia 21 de todo mês.

Essa história de que o tempo cura tudo: pura lorota, picuinha, blá blá blá. O tempo não cura nada, ele ameniza. Talvez e muito talvez. Ameniza mas deixa la, guardadinho e intocável. Não se passou tanto tempo assim mas pra mim já faz uma eternidade desde que você se foi. Os dias tem sido um inferno, com um vazio enorme. Um vazio enorme cheio de coisas. Cheio de lembranças, sentimentos, sensações... cheio de você. Parece bobeira mas tudo é tão cheio de ti que quase não existe mais espaço pra mim. Pena você não notar, não ligar, não sacar.  Eu não te julgo, não te culpo nem te condeno. Te desejo sorte. Toda a sorte, porque meu bem, você me trouxe sorte também. Por um período bem menor do que eu gostaria, é verdade, mas trouxe. E eu amei cada instante intensamente. É triste que tenhamos chegado a esse ponto, ou melhor: a esses pontos. Dois, pra ser mais exata. Dois pontos um longe do outro. Um aí, e outro aqui. Um mundo de coisas e pessoas entre eles. Antes eles planejavam ser um só e ficar juntos. Agora eu já não sei. Parece que não.
Não, não é o fim. O fim só acontece quando duas ou mais partes querem, e eu, sinceramente, não quero. Eu não sei como foi a sua vida antes mas nem todos são iguais e se eu chego na vida de alguém é pra ficar. Fins não estão incluídos enquanto houver sentimento. E há, acredite. Pelo menos em uma das partes e ha suficiente para mais partes também. Se quiser é só chegar! Mas não me adiantaria falar os milhares de motivos para isso. Nunca iriam mesmo entender. Eu devo ser alguma espécie em extinção incrivelmente incompreensível ou o lado B que ninguém conta, e vai ver seja por esses mesmos motivos que certas frases suas ficam ecoando na minha cabeça como um martelo que bate com força em um prego. Eu não consigo entender. Ah meu bem, se tu soubesses como o meu tango se transformou num carnaval depois que você passou por mim, talvez você me entendesse.
Eu ainda penso em você. O tempo todo o tempo inteiro. Eu ainda quero estar do teu lado, eu ainda não quero que você coloque alguém no meu lugar, eu ainda quero ser quem você queira procurar e ser quem mexa com a sua cabeça, mas qual era mesmo o meu lugar em tua vida? Eu acho que prefiro não saber (pois sim, eu sei lidar com tudo nessa vida ao contrário do que você pensa. Só não sei lidar com a morte. Ou a falta de sentimento). O que eu sei é que na minha só tem lugar pra você e se você não o ocupa, tudo o que fica é apenas breu. Mas você sabe, eu adoro maximizar tudo e no entanto, eu poderia maximizar o meu amor em milhões de universos que você não iria notar. Acho que você pensa que eu te coloco num pedestal maior que você, mas você se engana. Sei dos teus defeitos. Quer ver? Você tem medo. E por isso você costuma achar algum defeito em tudo ou em você e ai, você passa a não enxergar  as coisas (ou algumas delas) como elas são. Deixa eu te contar um segredo? Eu também sou assim. Eu já inventei, enxerguei, criei, que não sou quase nada pra ti, que você já seguiu em frente adeus goodbye. Já tive medo e quis fugir, assim como você. Já diz as mesmas coisas que você fez e condena. Eu não sou tão boa ou idiota quanto você ou alguém possa pensar. Talvez seja isso, talvez não. Talvez tudo, talvez nada. É triste que eu tenha te causado tanto mal sem saber se tudo o que eu queria era o teu bem. O nosso bem (é muito ruim eu ainda pensar no "nosso"?).
Você nunca me levou tão a sério né? Mas tudo bem. Mesmo. Nos dias de hoje eu sei que é difícil acreditar que exista alguém como eu, eu mesma acredito não acreditando. Mas eu nunca menti nem me equivoquei em tudo o que eu te disse, embora você e os outros possam pensar assim. Especialmente sobre hoje. Hoje. Dia 21. O nosso dia. Não, eu não esqueci. Eu não costumo esquecer. Será que você vai lembrar?
Eu vou seguindo meus passos, aos tropeços, meio tortos, porque eu sei que embora a gente não deva desistir, as vezes chega uma hora que a ente não pode fazer mais nada. Mas eu espero que ainda possa ser feita muita coisa pra mim e pra você. Por você e por mim. Teu nome ta tatuado no meu peito e ele é Esperanza. A gente precisa de algo no que acreditar e eu acredito na esperança (queria que você acreditasse nela também). E acredito no dia 21 de todo mês, de março em diante, porque ainda que você me esqueça, eu vou me lembrar de você enquanto eu respirar. E vou lembrar com um sorriso no rosto. Um sorriso e aquele-tal-sentimento-forte-e-bom-que-eu-já-tanto-te-falei.
A vida se dividiu no antes e depois de você Esperanza. E a vida no depois sem dúvida alguma é mais bonita. Mas eu queria que o depois nunca chegasse é sedado não chegou, porque ainda parece que você está aqui, no durante. Por isso eu queria que você ainda estivesse aqui, queria que você não escolhesse partir, queria ter sido o suficiente pra te fazer querer ficar.
Mas voa Esperanza, que o mundo é teu lar e aonde quer que você esteja, eu vou estar aqui sempre que você procurar. E mesmo com tantas outras trilhares de coisas a dizer: feliz dia 21 de todo mês minha flor, meu bebê...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sempre sobre você.

As quatro paredes brancas do meu quarto já não aguentam mais ouvir falar de você. E pra falar a verdade eu também não. Não, não, eu aguento sim. Aguento e muito! De você eu quero mais. Eu quero é sempre mais, mas até os bêbados do bares já cansaram de me ouvir. Falei de você pra conhecidos, falei de você pra estranhos, falei de você para o nada e você não sabe como foi difícil. É, pois foi. Acredite.
Pela primeira vez me doía feito um soco na boca do estômago só de tentar balbuciar qualquer coisa sobre o motivo da minha tristeza, do meu desalento, que é nada mais nada menos do que a falta de você. Ah, como era difícil e ainda é.
Logo eu que sempre fui tão cheia de palavras não queria ou não conseguia usá-las. Mas depois de um tempo, eu passava a falar se insistissem e logo viam que se arrependeriam de ter feito tal ato. Quanto mais eu falo, mais eu preciso dizer e no entanto, ainda me parece tão pouco. Me parece que falta tanta coisa a ser dita e ainda mais, me parece que falta tanta coisa a ser vivida... Então eu me calei. Tirei os sapatos, lavei as mãos e o rosto, tirei a roupa meio mal e passei a viver jogada em minha cama olhando pro teto branco. Passei a viver reclusa com minhas música e frases sem sentido que faziam todo o sentido para mim. E para você, a maioria delas eu tenho certeza.
Eu comecei a escrever achando que agora finalmente iria sair tudo o que eu estou há dias tentando realmente por pra fora, mas as lembranças, ainda pesam muito para serem escritas e eu não quero desgasta-las, afinal, elas serão tudo o que terei de você por um bom tempo.
Guardei as fotos, as palavras e todas as memórias que envolve o nós na caixinha mais bonita do espaço mais aconchegante do meu coração. As guardei no lugar que é só e tão teu. Todo o meu peito que tu levou consigo mesmo sem querer. Cuidado, ou qualquer dia desses ele explode em mil pedacinho de saudades suas por aí e é até bom, já que essa saudade dói tanto e me dilacera aos poucos. Que me mate logo de uma vez então.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sou Sua Praga.

Eu já esperei tanta coisa de nós... E continuo esperando. Eu espero que você não me esqueça. Nunca. Que você me veja em todos os rostos da rua. Espero que quando a necessidade da carne bater, é na minha cama que você queira estar e por não poder estar, espero que enquanto estiver fodendo com outro ser qualquer, que imagine que sou eu. Espero que você pense muito em mim, e que tenha muito prazer com isso. Que você chegue no seu ápice. Sim, por minha causa. E que no fim você se sinta podre, com o maior vazio do mundo dentro de si porque você sabe, esse vazio só será preenchido comigo.
Espero que você continue vendo o meu sorriso na boca de outras pessoas, que você passe a procurar as minhas mãos nas mãos de estranhos, que você sinta o meu cheiro em todo lugar que vá, que toda e qualquer coisa te faça lembrar de mim, que você ouça minha voz quando estiver só em seu quarto, como um disco quebrado. Espero que você beba bastante, que mate cada copo como se assim fosse me possuir e que trague todos os cigarros que puder como se no fim eu fosse aparecer na tua frente rasgando tuas roupas e te fazendo minha. Porque é isso que você é: minha, por mais que tente fugir e negar, fiz de mim juíza da nossa história e te condeno a esse destino. Eu te condenei a praga que sou e eu vou te dominar por inteira, quer queira, quer não. Eu quero que você viva no inferno e que a única paz que conheça seja eu.
E eu espero que por fim, derrotada, você finalmente escolha fazer as coisas certas depois de já ter feito todas as erradas, e perceba que não adianta baby, nem tentar me esquecer. Meu nome é uma praga que tua boca sempre vai querer pronunciar. E querer mais e mais. Vai querer sempre mais.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sobre alguém.

Eu decidi parar de escrever sobre você. Eu não vou fala sobre como a sua ausência abre um buraco dentro de mim, não vou falar como quero que você sinta a minha falta, não vou falar sobre como eu te amo. Afinal, você já sabe disso tudo mesmo e não muda nada.
Ao invés disso eu vou falar como os dias tem sido insuportavelmente lindos. Cheios com a luz do sol ainda que um vento frio insista em aparecer todas as tardes. Vou falar de como eu larguei meu emprego e voltei a ser a inútil arquiteta de sonhos que não tem peito ou oportunidade de fazer mais do que apenas arquitetá-los. Vou falar como eu odeio ver casais na rua e gente feliz. Vou falar sobre como eu voltei a beber mais e a ser a velha rabugenta de sempre. Vou falar como as coisas tem ficado desinteressantes e de que como a minha vontade que exista um mundo paralelo melhor do que esse em que vivemos exista aumentou.
Vou falar sobre qualquer coisa só pra matar o tempo antes que ele me mate por passar todo o meu tempo a te lembrar. Mas isso não é sobre você. Isso é sobre eu tentando pensar em outras coisas que não sejam você.
Espero que você espere que eu não consiga. Esperamos.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Será!

Você… Faz o Domingo ser um dia menos chato assim como todos os outros. Me faz procurar nas ruas um sorriso parecido com o seu só pra ter certeza de que eu estava certa em acreditar que não há nenhum outro igual, nem um mais bonito. Você, rouba minha capacidade de dizer “não” e sim, é a única que tem o poder de me fazer sentir especial quando o mundo inteiro parece não dar a mínima. Parece que com você tudo é possível, que somos tão livres... Você, que eu gostaria de ter em meus braços todas as noites assim como todas as tardes e manhãs. Você que não tem CD gravado, nem filme na tv, mas me tem como sua maior fã. Nunca duvide quando eu disser que faria tudo de novo, que me arriscaria de novo e te daria de novo todo o meu amor, só que talvez, dessa vez em dobro. É isso, só isso. Tudo isso.  Agora fica comigo e me dá o presente de te ter no meu futuro, porque sinceramente, depois que te conheci percebi que o que é de verdade, por mais fora de alcance que esteja, vai sempre encontrar uma brecha no destino quase sempre torto pra voltar, e durar, e depois de tudo que passamos já não é pretenção nenhuma dizer, eternizar.
Se não for hoje, será amanhã ou depois, porque acredite baby, mesmo se não for pra ser: será!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Primeira Segunda-feira da minha nova velha vida.

Eu odeio saber que você beija outras bocas que não seja a minha, que outras mãos que não as minhas passeiam pelo teu corpo. Odeio o fato de você me amar e não poder ser minha porque eu te amo e sou tua. Odeio não ser o motivo do teu riso frouxo, dos teus sonhos, das tuas alegrias. Odeio não ser em quem você pensa durante o dia e em quem você sonha durante a noite. Odeio não poder caminha do teu lado. Odeio tudo ter sido tão rápido, já que com você a eternidade me parecia tão pouco e agora, longe de você, todo instante parece que não acaba nunca. Odeio tudo estar tão difícil sem sua mão aqui pra segurar na minha, sem você pra me dizer que tudo irá passar. Odeio continuar sonhando um futuro pra nós sem saber se existirá um nós no futuro. Eu odeio não poder dizer pra quem quiser ouvir que você é minha se é assim que eu te sinto. E acima de tudo, odeio não poder te odiar nenhum pouco por isso.
E assim eu vou seguindo, odiando tudo por ter todo o amor do mundo por ti dentro de mim.
Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas, vai ver, eles estão meio certos...

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sobre o inferno dos dias sem você.

Os dias tem sido um inferno sem você. Incrível como a vida é algo tão frágil que pode mudar do dia pra noite. Na minha, aconteceu um eclipse solar onde meu sol virou apenas breu. Escuridão total.
E você? Como tem sido os teus dias aí do outro lado da cidade? Eu sei, você deve estar fazendo um bocado de coisa errada por se sentir culpada.
Meu lado vilão voltou também. Eu tenho bebido mais e fumado mais. Já não me preocupo em esconder nos traços do meu rosto o quão acabada estou. As pessoas tem notado. E comentado. Nas aulas, no trabalho, em casa. Eu não ligo, sinceramente. Eu quero que o mundo se dane. Você deu um tempo de mim e eu dei um tempo do mundo. Virei alguém sem memória cujas as únicas lembranças que existem tem o teu nome, o teu cheiro, o teu corpo que adorava se encaixar no meu, o teu olhar de cigana e teu sorriso caloroso. De resto, eu já não me importo com nada. Mesmo. Faço o que tenho que fazer mas não chego nem perto de dar o meu melhor, e não ligo se eu não tiver mais que fazê-los por isso. Pra mim seria até bom. A vida voltou a ser só vazio. A vida e eu também.
Virei um caos de vazio ambulante, cujo as únicas companhias que deseja é uma garrafa de bebida em uma mão e um maço de cigarro na outra. A música tem me acompanhado também, mas todas, me lembram você assim como todo o resto do mundo. Em qualquer lugar que eu vá, em tudo o que vejo. Você nunca me abandona. Seria lindo se não fosse terrivelmente triste.
Eu já estou vendo essas letras que eu escrevo dobradas. Até elas estão em pares. E só eu me encontro assim tão só. Tão sem você...
Eu aceitei a escolha que fiz de te amar e continuo me orgulhado disso. Foi a melhor escolha que fiz em tempos. E enquanto bebo mais essa dose, procuro entender como pode ser mais fácil aceitar a escolha que você fez de perder o rumo ao invés de me amar. Mas não te julgo, ao invés disso, eu jogo uma flor aos teus pés. Aquela tua flor preferida para que você continue sendo uma menina com uma flor na mão e que depois de fugir todos os dias das sujeiras em que você se meter tentado provar pra si mesma que não merece nenhum amor, você possa lembrar de mim com amor e sorrir.
O tempo pode passar, mas você vai ser sempre minha flor, meu bebê, a menina que me ensinou quase tudo o que eu sei e o que eu sei meu bem, é só te amar.
Eu aceito a escolha que eu fiz. É hora de você aceitar também, porque eu não posso, não sei e não quero mais, viver longe de você.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Minha Nova Velha Casa.

Fica o completo vazio após o tchau e o botão do piloto automático se liga outra vez. Você fica estático sem saber o que pensar ou dizer. Se desliga do mundo e fica no mudo. De volta a escuridão.
Você faz o que tem que fazer, leva a vida medíocre que tem que levar e já não lhe interessa mudar essa situação. Seus dias correm como correnteza preparando a enchente que vai te levar para o fundo do poço. De novo. E você nem liga, já que é apenas lá onde encontrará algum tipo de conforto.
O mundo te vira às costas e você vai embora sem olhar pra trás. Coloca uma mochila nas costas e segue teu rumo. Teu rumo que é perdido por aí em todo lugar e em lugar nenhum. Você volta a ser o velho alguém qualquer sendo um qualquer. E você não liga. Não importa passado, presente ou futuro, só o corte em teu peito que vai te sugando os dias como um vampiro que suga o sangue de suas vítimas.
O mundo se transforma numa linha tênue entre câmera lenta e super velocidade. Ou é barulho ou silêncio demais e pra você já não há diferença. Sua vida se tornou cinza assim como as nuvens do céu de dezembro que sempre fazem chover. Acontece um temporal dentro de você e ninguém vê.
Você se torna invisível e passa a viver pelos cantos imundos dos becos escuros daquele fundo de poço que você está de novo.
A alegria da tua vida some. Tudo volta a ser tristeza e solidão. Você faz as malas e vê, que não importa o que aconteça, o fundo do poço sempre será a tua velha casa.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O eu tão errado...

Eu que não tenho cor, não tenho som, não tenho gosto, nem dom. Não tenho timbre, não tenho voz. Eu.
Eu que não tenho nada, que não tenho ninguém, eu tão sempre só.
Eu que cresceu na pequena luz de uma escuridão, eu que desejou ser o alvo de algum afeto, alguma paixão. Eu tão só.
O eu tão singular que agora só sabe se ver no teu plural. Mas por ter sido tão eu desde o útero, acabou por ser tão besteira. Asneira, bagaceira, tudo menos brincadeira. Eu tão eu.
Eu tão triste, tão sentimental, tão doída, tão dolorida.
Eu. E tu.
Plural.
Nós. Tão a sós, tão nós. Tão eu querendo o teu tu.

domingo, 6 de abril de 2014

Ligação.

Liguei pro orelhão do teu coração 
E só ouvi a caixa de mensagem atender.
Eu fui lhe procurar.
Te achei dentro de mim!
Menina sapeca levada da breca, 
Já quis logo me roubar pra si.
Fugiu de casa 
Me encontrou, me levou.
E com ela então eu fui.

Ligaram pro orelhão do teu coração
E quem atendeu foi eu.
Desculpe, mas agora,
Esse coração também é meu. 

sábado, 29 de março de 2014

Sobre o simples do Amor.

Eu sempre quis saber o que era o amor. Cada um tem a sua definição de amor e eu, mesmo sem saber a minha, sempre fui cheia dele. O amor quase sempre me pareceu tão complicado no ver das pessoas. Eu sempre transbordei amor, mas acho que nunca o tive de fato. Hoje, depois de alguns anos nessa incessante busca,  eu vi que o amor é mais simples do que a gente pensa. O amor sou eu ouvindo uma música qualquer e te vendo em cada verso, cada estrofe da canção. O amor sou eu pensando em você e sorrindo. O amor é quando meu peito se enche de algo bom me fazendo querer sair por aí cantarolado, pulando, gritando e dançando. O amor é quando eu esqueço do tempo, espaço ou afins por ti. O amor é você. E sou eu também. O amor somos nós. De preferência juntas.
Depois de tanto procurar eu percebi que o amor não é essa coisa toda complicada que dizem por aí. O amor é bem simples e acontece. Rápido demais ou devagar demais, mas ele sempre acontece. Em (quase) todo momento. O amor é o sentimento mais nobre que existe. E ta acontecendo bem agora, enquanto eu to aqui indo dormir pra encontrar você amanhã, e amanhã, ele também vai acontecer quando eu te beijar com todo amor que há em mim. E acredite, em mim, sempre cabe mais amor e qualquer dia desses, eu explodo em mil pedacinhos de amor por aí...

domingo, 23 de março de 2014

Carta ao meu amor...

Segunda-feira, 24 de Março, 2h05 da manhã.

Ei, amor, como está seu sono? Pois eu sei que você deve estar dormindo. Típico das nossas madrugadas: você dormindo para cumprir suas funções pela manhã e eu me entupindo de refrigerante ou outra porcaria qualquer, enquanto escrevo pra você - ou sobre você. Então, sem mais delongas: lá vai mais de minhas palavras pra ti. Espero que elas entrem sem mais dúvidas nessa sua cabecinha linda.

Sabe quando você suspira longamente e seu pulmão se enche de ar? Toda fez que faço esse processo, parece que todo ar que eu consigo inalar se transforma em amor. Daí eu penso em você. E sorrio. E me sinto feliz, e não só me sinto, como fico feliz também. Você faz isso. Tens esse poder. Você me faz um bem danado meu amor, tanto que quero fazer isso por você também. E é engraçado você dizer que pode parecer que eu não tenho o que dizer a ti. Eu sempre tenho tanto pra falar...
Você me deixa nas nuvens sabia? Mas tens a capacidade de me fazer conhecer o inferno em instantes: basta uma conversa com qualquer (des)conhecido. Apenas isso é suficiente para me fazer lembrar que você não é minha. E eu fico com vontade de te ter somente pra mim, então, tudo vira tempestade porque sei que não posso. É como se sem você, tudo virasse escuridão pois é assim que eu me sinto. Você traz luz a minha vida e eu daria tudo pra minha vida ser a tua vida, meu amor, ou pr'eu ser a luz da tua vida também.
Amor... Muitos nos julgarão de tolas, mas que bobagem! O amor está em todo lugar, não precisa de tempo nem espaço, ele apenas existe e acontece. E aconteceu contigo. Eu te amo, pronto é isso. Não é difícil de entender. Eu quero todas essas coisas de casais que a gente vê nos jornais com você. Mãos dadas, beijos, abraços, ir a festas, bares e parques, compartilhar momentos, fotos, lembranças, planejar bobagens, discutir Caetano, Vinícius ou Cazuza, morrer de rir e de amor também. É isso! Eu quero morrer de amor contigo e continuar vivendo, meu bem. Ao teu lado, do teu lado. Pronto, é isso: eu te amo, e te quero.
Já tenho tanto sentimento por ti dentro de mim que cê me pedissem documento numa blitz, eu só teria sentimento para dar. E então eu iria presa. Mas que júri me condenaria por amar? É, eu te amo, meu amor que ainda não é meu. Eu amo tua voz meio-rouca-meio-menina-meio-mulher, amo teu cabelo curtinho com franjinha adorável, amo tuas mãos, - principalmente quando elas ficam juntas das minhas - amo o teu cheiro e que ele grude mil vezes na minha roupa. Amo tuas roupas, tua cara de sono, o teu beijo - que é perfeito - e teu corpo. Adoro a sensação que ele causa quando está perto do meu. Eu amo tudo em você e é engraçado o fato de você duvidar, já que se eu erro e coloco mil caraminholas nas pulgas das tuas orelhas é só pelo fato de te querer demais. É, eu quero tanto que acabo  passando uma ideia quase contrária. Bah, como sou hilária!
Meu amor, não me leve a mal, eu já lhe disse. Não é à toa que me comparam com o velho Bukowski: eu sou um fiasco. Mas um fiasco que está totalmente disposto a te amar.
Eu estou lhe escrevendo às tantas da madrugada somente com o intuito de lhe deixar bem claro: de mim, tu tens o que quiser porque eu te amo e quero o teu amor. Eu to te esperando, aqui, nesses alguns quilômetros de distância que nos separam, bebendo besteira, pensando em bobagem. Mas que besteira mais linda que tu és hein, amor? E me desculpe por dizer tantas coisas que podem lhe soar meio loucas, é que como eu disse: eu sempre tenho tanto pra falar... mas se quiser, me cala com um beijo, eu vou adorar!
Eu sei, tu tens medo e eu tenho medo também, mas se é pra sentir isso que seja junto de ti. Eu não sei se você irá ler esta carta, já que eu não lhe enviarei, mas eu vou arriscar. Espero que você olhe, entenda, sinta e arrisque comigo também já que se preciso for, eu corro mil riscos para arriscar em você, meu bem. Então só esquece as madrugadas frias e os dias quentes, as paranóias, os prós e os contras. Imita o Barão e vem comigo. Vem, vai ser divertido e pode ser triste também, não vou mentir. Mas que mal há em ser triste a dois? Com você eu quero tudo, achar um rumo, ganhar o mundo, não importa o que for. Desde que você esteja ao meu lado. Esquece tudo e vem comigo. Só isso.
Enquanto você pensa, repensa, sente medo, sente vontade, se decide, eu fico enchendo os pulmões de ar. Qualquer dia desses eu explodo em milhões de pedacinhos de amor por aí. E espero que você exploda comigo.

Dorme bem e não ouse não pensar em mim. Mil beijinhos com denguinho, de alguém que só quer ser seu amor.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Esperando.

Eu espero que você não se vá mesmo com todas as besteiras que eu possa falar, mesmo com os domingos cinzentos ou com as segundas-feira quentes demais. Eu espero que você não se vá mesmo que eu grite, resmungue ou faça cena. Espero que você não se vá, mesmo que exista uma distância pequena. Eu espero que você não se vá, mesmo que o nosso silêncio sempre dê muito o que falar. Eu espero que você não se vá mesmo com toda tristeza ou com toda alegria. Eu espero que você não se vá, porque morro de medo que isso um dia aconteça.
Eu espero que você fique. Sempre. Porque eu quero ficar pra sempre também. Eu espero que você fique nas noites estreladas e nas tardes belas. Eu espero que você me deixe ficar. Espero que nossas mãos se cruzem. Eu espero que o Meu vire  Nosso e o Eu e Você vire Nós. Eu espero que você não mude e espero que você se cuide. Eu espero que você queira me cuidar. Espero ser, o amor teu. Espero todo dia poder te esperar, como já dizia um grande ídolo meu...

quarta-feira, 12 de março de 2014

Eu odeio essas malditas gotinhas de sangue que teimam em sair do teu pulso. Eu odeio a lâmina que as faz sair dele. Eu odeio toda dor que elas representam. Eu me odeio por não poder fazer nada. Eu odeio que as coisas sejam assim. Eu odeio não poder fazer tudo diferente. Você se culpa. Eu culpo eles. Você se odeia. Eu te adoro.
Eu odeio essas malditas gotinhas de sangue. Eu odeio as feridas e cicatrizes que elas deixam. Eu odeio não fazer a dor passar. Eu odeio ser insuficiente. Você diz que vai ficar bem. Mas eu sei que não. Eu digo que não vou ficar bem também. E não vou. E não estou, já que você não está.
Eu te adoro menina, mesmo que você não veja. Eu te venero menina, mesmo que você ache isso louco. Eu te amo menina, mesmo que você não acredite. Eu só não gosto das tuas malditas gotinhas de sangue, por não conseguir fazê-las parar de sangrar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Deixando o medo pra depois.

Eu te acho tão bonita...
Eu amo a sua voz, eu adoro o seu cabelo, eu amo os seus olhos, eu adoro o seu corpo, eu te gosto por inteira. Eu fico aqui pensando em como você pode não gostar se si mesma e ainda assim não encontrei resposta. Mas não tem problema, porque eu te gosto. Eu adoro. Eu amo. Por mim e por você. É.
Na verdade, a única coisa que eu não gosto em você é o fato de você não ser minha. Você foge, você brinca, você não admite e eu fico aqui, querendo afastar qualquer pessoa que queira chegar até você, querendo ser pra você, com você. Querendo ser mais do que sou. Eu me sinto uma tola e talvez eu até seja, mas que se dane! Nessa altura do campeonato eu já nem ligo mais.
Já me disseram uma vez, que tolo não é quem dá amor e sim, quem não recebe. Recebe o amor que eu quero te dar e me dá amor também. E se isso for tolice, que sejamos tolas juntas então.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pra você que é meio eu...

Eu me vejo em você. É, você meio que sou eu e eu sou meio que você. 
A gente tem essa coisa de querer ganhar o mundo mas também queremos ter um cantinho só nosso. Na verdade a gente só quer encontrar aquilo que chamam de lar. Encontrei parte dele no teu peito. Eu sei, eu sei, é tolo dizer isso, mas eu sou meio que você e você meio que sou eu. A gente se entende nesse emaranhado. Me vi em ti há anos atrás. Aquele meu eu despreparado, menos desacreditado ingênuo, puro. Aquele meu eu que só queria uma mão que me guiasse no escuro. Então você se viu em mim. Cheia de cortes e feridas mas que ainda insiste em seguir mesmo que só, na espera de encontrar algo bom no fim do túnel. Você acha admirável. Eu acho tolo. Perda de tempo continuar insistindo em trilhar sozinha um caminho perdido. Mas então a gente se encontrou. Eu gostei dos teus cachos dourados e você do meu excesso de cuidado com o meu cabelo despenteado. A gente se encaixou no desencaixe do mundo.

Eu vou ser pra você a mão que eu tanto queria pra mim, pequena.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Tem não tendo.

Na gaveta da saudade tem você.
Na estante mais alta do meu quarto, tem o teu sorriso que eu guardei.
No meu armário tem o teu cheiro na minha roupa.
Na minha boca tem o teu gosto que eu nunca provei.
Tem você por todos os cantos, tem você por todos os lugares,
Tem você o tempo todo.
Só não tem você aqui, perto de mim.
Então me diz aonde você está que eu vou ai te buscar.
Teu lugar agora sou eu,
Faz do teu abrigo o peito meu.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Entre ir e voltar, prefira ficar.

Você é livre. E eu sempre gostei disso, se não fosse pelo o fato de que você é livre porque tem medo. Mas por que tens medo? Eu posso imaginar mas a gente nunca sabe como é. Só você pode saber e eu queria que você me contasse. Mas você não contou. Você é livre. Então você quis voar, mas queria que eu te impedisse. O que eu poderia fazer se quando eu quis lhe afagar você foi-se embora? Eu quis entrar, conhecer cada detalhezinho seu, te vasculhar. Você não deixou. Me bocoitou e me expulsou a vassouradas da beira da sua porta de entrada e eu fiquei te vendo fechar a porta de novo.
No dia seguinte você a abriu, pediu desculpas mas se sentiu traída por eu não te segurar. O que você não sabe é que o que eu mais quis desde o momento em que meus olhos pousaram nos seus de ressaca era te segurar. Firme. Forte. Eu não iria te deixar soltar, mas eu não posso segurar o que voa por entre as minhas mãos. E você quer voar. Então voa. Eu vou mudar algumas certezas de lugar mas eu ainda vou esperar te ver dançar tua dança de cigana pra me acompanhar nessa minha dança sem par.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Puft!

Então é isso. Uma hora a gente entende. E aprende. Não, não é de uma hora pra outra. Leva tempo, demora, então puft! A gente entende. E aprende.
Mas não é "e puft". Demora, leva tempo, coisas acontecem e desacontecem. E a gente entende. Aprende. Aprende que a vida não é o que a gente sonhou, nem as pessoas ou as coisas. Mas não devemos parar de sonhar, a gente aprende a sonhar baixinho porque a queda ta logo ali. A gente aprende, entende, que somos sozinhos. Entramos nessa vida assim e não sairemos diferente. A gente entende, aprende a não viver de migalhas e a buscarmos o nosso próprio pão. A gente entende, aprende que a solidão não é assim tão só. Sempre terá você e você mesmo e quem melhor do que você para conviver com você mesmo? A gente aprende que conto de fadas igual a lenda do Peter Pan não existe, e viramos exército de um homem só construindo nosso próprio castelo.
Desde sempre tentavam me abrir os olhos pra isso, mas eu ingênua, pequena, não quis enxergar. Vinte anos. E então puft! A gente entende, aprende, que viver em seu próprio casulo é melhor do que largar tudo pelo o que nem se sabe direito. A gente constrói nosso castelo e ergue o nosso muro. A gente entende, aprende, que é sempre melhor não deixar ninguém entrar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Matérias do Querer.

Coloca o mundo no mudo e só escuta a minha voz. Me deixa de castigo no canto da tua boca. Eu juro que não vou me perder. Ou vou. Ou melhor: eu irei... Irei me perder em teus lábios como gosto de vinho, te causando arrepios e até mais que isso. Vou descer até tua garganta e cair em teu seio. Vou penetrar tua alma e teu corpo como o gosto amargo do cigarro faz. Eu vou te despir e te fotografar com os olhos até te despir com as mãos e ouvir você dizer que quer mais. Você vai querer. Vou percorrer teu corpo como a água da chuva faz quando cai e te molha toda. Eu não sossegarei enquanto não juntar cada átomo meu com cada átomo seu e descobrir de onde vez essa química toda.
Eu  acho que vem dos  meus óculos escuros e do teu sorriso sarcástico, acho que vem do meu cabelo bagunçado e das tuas roupas descoladas,  acho que vem do que eu quero e achei em ti e do que você quer e encontrou em mim. Que a física nos permita então dois se transformar em um nessa nossa fusão.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ficando Doente.

Eu não consigo parar de pensar em você! Mas que maldita doença será essa? Não me diga, eu não quero saber, pois se eu souber terei que tomar o antídoto e o que eu quero mesmo é me perder em seus olhos castanhos, em tua mente cheia de labirintos, em tuas coxas inconfundíveis. É, eu acho que estou ficando doente porque quero me perder em você, pronto, é isso. Não quero o antídoto pra essa loucura que é te querer, ser louca não deve ser assim tão mal, né? E se for, não há problema. Use tua voz de sereia que me encanta pra me chamar e me salva com tuas mãos e boca. Esqueça das roupas então. Una-se a mim, fique doente e louca comigo, recuse o antídoto e que nós descubramos a nossa parte perdida enquanto eu me perco em você e você em mim. Porque afinal, podemos descobrir que estar doente não é tão ruim assim...

domingo, 26 de janeiro de 2014

É tudo mentira...

Tudo é mentira. Tudo é uma grande piada. Tudo não passa de uma comédia sem graça. Esse tal tudo é a minha vida.
É, eu percebi, me dei conta de que tudo não passou de ilusão e sempre foi assim. Eu sempre invento, imagino, crio, dá tudo sempre no mesmo. Tudo é mentira. Eu nunca vivi de verdade. Logo eu que não me interesso pelas raspas e restos tenham vivido apenas disso. Raspas e restos da minha própria imaginação. Mas que piada! Eu não passo disso: uma piada sem graça que nem mesmo o contador ri. Ou ri de tão idiota e deprimente que é. E então chora. O desespero é tanto que o pranto parece que não vai acabar mas de repente, acaba. E você levanta a cabeça com os olhos borrados e vê que já não importa mais. Abre as cortinas do teatro imundo que resolveu por pura pena passar a tristeza que é essa comédia sem graça, e faz o seu papel. Ou melhor: eu faço o meu papel. Aquele de uma qualquer sendo uma qualquer na própria desgraça. Mas eu já não ligo, eu riu com sarcasmo porque é tudo piada. E não passa de mentira...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Fazendo Besteira. Ou não.

Da minha janela da pra ver a lua. Ela sai de trás da montanha e eu penso: "que lindo, alguém deveria ver isso comigo." Então eu penso em você. Penso em alguma piadinha besta que você possa fazer e que me faça revirar os olhos e contorcer os lábios pra não rir só pra não dar o braço a torcer. Penso que depois você ficaria calada, deitada em meu peito ou sentada com as mãos envolvendo as pernas e o queixo apoiado nos joelhos mergulhada em seus próprios devaneios enquanto eu ficaria observando a luz da luz refletindo em seu rosto. E aí eu penso: "mas que diabos eu estou fazendo?" É, eu tenho essa mania de ver as coisas nas pessoas e acreditar nelas. Eu vi algo em você. E brilha. Brilha intensa e tristemente assim como algo em mim deve brilhar também (ou pelo menos eu acho que sim), será que você viu? Eu quebro muito a cara com isso, com essas coisas que no final podem ser somente ilusões.
Me pergunto no que você está pensando agora. Será que está vendo a lua? Será que você pensa em mim? Eu penso em você. Às vezes com mais força do que eu gostaria, é que eu tenho essa mania de meter os burros na frente dos bois, seria mesmo essa a expressão? Tanto faz. Eu penso se valeria à pena adquirir mais uns machucados em minha face só para ter alguns (incríveis) momentos com você e por alguns instante eu penso que sim: valeria deliciosamente à pena... Então eu volto a realidade, mas ainda estou pensando em você. Droga! Isso é uma droga e a gente tende a morrer com as melhores (que seriam as piores) drogas.
Será que chegará o dia em que eu morro por você? E você, seria capaz de morrer por mim?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ciclo Sem Fim.

Os pulsos cortados encharcam de vermelho a folha que antes era branca e tu vomita tuas dores ali. Tinhas esperança de que a lâmina levasse toda dor embora e tudo passasse. Não passa, eu sei. Nada faz passar e você grita. Grita em silêncio, sozinha, trancada no seu quarto com uma música triste tocando no rádio. Mas ninguém te escuta porque ninguém quer realmente te escutar e você chora. E a noite se vai assim, nesse ciclo vicioso de dor sem fim, então cansada de tanto sentir, sangrar e chorar, você adormece sem perceber.
Amanhece e a luz do sol entra pela janela iluminando seu rosto. Você acorda mas não abre os olhos, fica remoendo os acontecimentos da noite passada e desejando estar em qualquer outro lugar. Você deseja ter alívio mas quando abre os olhos vê que há novas feridas ao lado das nem tão antigas cicatrizes. E suspira com tristeza. Um ciclo vicioso de dor que parece não ter fim. Mas você deseja que tenha, com cada pedacinho do seu ser mesmo que não tenha coragem para fazer isso acontecer.
Você deseja que a mágica existisse e que tudo se resolvesse com ela, mas como não existe, você levanta, escova os dentes e veste alguma jaqueta velha mesmo com um calor de 30 graus lá fora. Qualquer coisa para que não vejam as suas novas - e antigas - marcas. Você abre a porta do seu quarto, toma fôlego, sorri seu sorriso mais falso e vai fingir que você é quem queria ser, esperando a hora de poder voltar pro seu quarto e fazer tudo novamente.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Baby...

Costura em mim seus versos mais sacanas.
Faz de mim um mapa pra lua e viaja comigo até o céu.
Perca os sentidos comigo.
Me faz teu sol e a água que mata a tua sede.
Dança um tango comigo e esquece o carnaval lá fora...
Deixa minha boca deslizar em tua pele.
Me transforma na tua caixa de prazer e se diverte comigo.
Abre o zíper da minha jaqueta de couro e me puxa pro canto mais escuro da festa.
Deixa eu ser a bebida que cai da tua boca e desliza pelo teu corpo.
Deixa eu ser o perfume que rodeia tua casa, grudado em tua roupa.
Me transforma no lençol humano que cobrirá o teu corpo nu em tua cama.
Deixa eu ser a droga que gira a tua cabeça
E me transforma em realidade ao invés de sonho...
Antes que a gente se perca.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Uma Festa Pro Meu Câncer.

Eu já pensei em escrever sobre você. Já me aventurei a escrever alguns trechos que envolvesse você, mas nunca de fato, cheguei a me atrever a escrever sobre ti. Mas hoje eu vi uma frase que me lembrou você: "Sabe quando as coisas vão mudar? Quando este teu céu cinza formar cores." Eu acho que tu tem tanta coisa boa no teu peito mas deixou a lama que entrou nele lhe dominar. E eu te entendo. A lama me dominou também. A lama nos dominou, de formas diferentes, mas dominou. Eu te acho um mistério e eu gosto de mistérios, mas não nos deixe cair no limbo do desinteresse.
Fico pensando que talvez o motivo de você me intrigar tanto seja eu mesma. É que eu não consigo te imaginar fazendo e sendo todas aquelas coisas bobas que a gente faz e é quando se está apaixonado. Não sei nem se eu seria capaz de te imaginar amando, mas sei que você pode. Dentro de ti tudo pode ser tão cinza como umas camisas que tenho guardadas no armário, mas sei que ele poderia forma cores como as do arco-íris. E não me venha com essa de desinteresses! Eu sei, o mundo é um saco e as pessoas são o que são, mas você pode se apaixonar, eu só não sei se você merece... Porque se a pessoa chega na parte da vida em que você chegou e ainda não aprendeu que pra amar nós temos que estar dispostos a fazer "papel de idiota", então ela não merece de fato amar. Você sofreu, eu sofri e bilhões de pessoas já sofreram também e/ou irão sofrer, mas a vida é isso, ela sempre irá tentar puxar nosso pé quando estivermos quase alcançando o topo da montanha e eu espero que seja para nos ensinar alguma coisa. Mas não pense que eu sou daquelas pessoas porre porque eu também acho boa parte das coisas uma droga. E cá estou eu divagando sobre o que eu nem tenho certeza.
Não, não pense que eu estou querendo que você se apaixone por mim, eu só queria saber como é o enlameado aí dentro. Eu seria feito aqueles cientistas loucos que estudam algo microscópicamente na esperança de encontrar a cura pro câncer. Acho que você desenvolveu algum tipo de câncer para com os seus sentimentos. E eu também.
Cara, eu sou mesmo trouxa, não é mesmo? É que de tantas coisas pra falar eu escolho falar logo da que você já sabe: eu não sei qual é a sua. Talvez você seja um semi-monstro, talvez você só seja alguém desacreditada, talvez você só esteja esperando algo ou alguém pra fazer tua vida mudar. Talvez... Eu, que sempre procurei ser tão exata, estou sempre perdida nos 'talvez'. Talvez você seja o meu talvez.
É, eu acho que eu sou uma última romântica que já não acredita mais nas coisas tanto assim mas que espero que algo ainda tenha salvação. Acho que sou uma cientista dos sentimentos. E eu ficaria feliz em encontrar a cura do câncer em você, mas por ora, fico feliz se entendeste minhas entrelinhas.