quinta-feira, 29 de maio de 2014

Intimação Subliminar.

Meu bem, meu bem,
Furacão total.
Será que você não vê meu bem
Que eu nunca esqueci desse nosso tango que virou carnaval?

Me pergunto se ainda queres
Imitar Barão e vir comigo
Então vem. Vem comigo.
Pra te buscar to passando aí no domingo.

Sabes bem aonde me encontrar
Num banheiro em local proibido,
Num lago com as lágrimas a derramar,
Eu to sempre a te esperar em qualquer lugar.

E teu lugar sou eu tu bem sabes.
E o que eu sei?
É que se tu não vem às 17h da tarde
Eu poderia muito bem subir as escadas até o 504.

Me mande um sinal, uma carta, um telegrama ou bilhete em garrafa igual a pirata.
Só me dê um sinal. To buscando alguma certeza.
Te espero domingo pra finalmente saber se queres provar que o adeus é sim reversível.
E me dê o prazer da tua linda beleza.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Segredo.

Eu tenho te visto de longe. Tenho acompanhado cada passo seu que eu pude. E ah, como você estava linda em todos... Mas eu sou suspeita pra falar né? Não, não mais. Agora me misturei por entre a multidão que te ovaciona e você nem ao menos vê. Eu sempre lhe disse: tu tens um brilho todo teu. Pena que seu pequeno problema de visão só afete você e apenas você mesma. O bom (pra você) é que todos podem te enxergar, inclusive eu - especialmente - eu. Você nem sabe, mas estou ali. As vezes me pego dando aquela gargalhada que você tanto gosta (ou gostava) ao pensar em como seria se você descobrisse que eu sempre estou ali, logo perto de você. No mínimo você acharia (palavra diretamente tirada do seu vocabulário) "lindérrimo" ou assustador. Quem sabe ambos. Eu disse, eu disse... eu não estaria longe, eu vim pra ficar e ainda bem que ficar não é sinônimo de ver. Não sei se quero enxergar alguém nos teus olhos castanhos que não seja eu, e sei que não quero ver alguém segurando as mesmas mãos que eu sempre amei tanto segurar, por isso me aproximo de longe, mantendo uma distância segura para nossos corpos insanos que antes tanto se queriam. Observei você rodar e soltar aquele teu riso " feliz felizérrima" das fotos me perguntando se algum deles ainda eram pra mim,  te admirei com aquele vestido branco, achei lindo aquelas tiaras em tua cabeça, segui cada traço das olheiras do teu rosto, e então eu parei. Parei e deixei você seguir seu rumos por entre o Rio de Janeiro e enquanto eu tomávamos meu caminho demovera ora casa desejei que você acreditasse que mesmo quando eu não presto, eu não presto honestamente. Esse lance de fingir não é comigo, mesmo que pra isso eu tenha que parecer insensível ou dramática demais. Você já deve ter percebido. E quando eu não presto, eu não presto da melhor maneira possível. Espero ter te levado o melhor.
Não sei até quando seguirei teus passos, mas tu podes ter certeza que eu sempre estarei lá, por mais que você não me veja, por mais que você não me ouça, por mais qe você não acredite, eu sempre estarei lá pra você. E eu acredito em ti, sempre.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Dia 21 de todo mês.

Essa história de que o tempo cura tudo: pura lorota, picuinha, blá blá blá. O tempo não cura nada, ele ameniza. Talvez e muito talvez. Ameniza mas deixa la, guardadinho e intocável. Não se passou tanto tempo assim mas pra mim já faz uma eternidade desde que você se foi. Os dias tem sido um inferno, com um vazio enorme. Um vazio enorme cheio de coisas. Cheio de lembranças, sentimentos, sensações... cheio de você. Parece bobeira mas tudo é tão cheio de ti que quase não existe mais espaço pra mim. Pena você não notar, não ligar, não sacar.  Eu não te julgo, não te culpo nem te condeno. Te desejo sorte. Toda a sorte, porque meu bem, você me trouxe sorte também. Por um período bem menor do que eu gostaria, é verdade, mas trouxe. E eu amei cada instante intensamente. É triste que tenhamos chegado a esse ponto, ou melhor: a esses pontos. Dois, pra ser mais exata. Dois pontos um longe do outro. Um aí, e outro aqui. Um mundo de coisas e pessoas entre eles. Antes eles planejavam ser um só e ficar juntos. Agora eu já não sei. Parece que não.
Não, não é o fim. O fim só acontece quando duas ou mais partes querem, e eu, sinceramente, não quero. Eu não sei como foi a sua vida antes mas nem todos são iguais e se eu chego na vida de alguém é pra ficar. Fins não estão incluídos enquanto houver sentimento. E há, acredite. Pelo menos em uma das partes e ha suficiente para mais partes também. Se quiser é só chegar! Mas não me adiantaria falar os milhares de motivos para isso. Nunca iriam mesmo entender. Eu devo ser alguma espécie em extinção incrivelmente incompreensível ou o lado B que ninguém conta, e vai ver seja por esses mesmos motivos que certas frases suas ficam ecoando na minha cabeça como um martelo que bate com força em um prego. Eu não consigo entender. Ah meu bem, se tu soubesses como o meu tango se transformou num carnaval depois que você passou por mim, talvez você me entendesse.
Eu ainda penso em você. O tempo todo o tempo inteiro. Eu ainda quero estar do teu lado, eu ainda não quero que você coloque alguém no meu lugar, eu ainda quero ser quem você queira procurar e ser quem mexa com a sua cabeça, mas qual era mesmo o meu lugar em tua vida? Eu acho que prefiro não saber (pois sim, eu sei lidar com tudo nessa vida ao contrário do que você pensa. Só não sei lidar com a morte. Ou a falta de sentimento). O que eu sei é que na minha só tem lugar pra você e se você não o ocupa, tudo o que fica é apenas breu. Mas você sabe, eu adoro maximizar tudo e no entanto, eu poderia maximizar o meu amor em milhões de universos que você não iria notar. Acho que você pensa que eu te coloco num pedestal maior que você, mas você se engana. Sei dos teus defeitos. Quer ver? Você tem medo. E por isso você costuma achar algum defeito em tudo ou em você e ai, você passa a não enxergar  as coisas (ou algumas delas) como elas são. Deixa eu te contar um segredo? Eu também sou assim. Eu já inventei, enxerguei, criei, que não sou quase nada pra ti, que você já seguiu em frente adeus goodbye. Já tive medo e quis fugir, assim como você. Já diz as mesmas coisas que você fez e condena. Eu não sou tão boa ou idiota quanto você ou alguém possa pensar. Talvez seja isso, talvez não. Talvez tudo, talvez nada. É triste que eu tenha te causado tanto mal sem saber se tudo o que eu queria era o teu bem. O nosso bem (é muito ruim eu ainda pensar no "nosso"?).
Você nunca me levou tão a sério né? Mas tudo bem. Mesmo. Nos dias de hoje eu sei que é difícil acreditar que exista alguém como eu, eu mesma acredito não acreditando. Mas eu nunca menti nem me equivoquei em tudo o que eu te disse, embora você e os outros possam pensar assim. Especialmente sobre hoje. Hoje. Dia 21. O nosso dia. Não, eu não esqueci. Eu não costumo esquecer. Será que você vai lembrar?
Eu vou seguindo meus passos, aos tropeços, meio tortos, porque eu sei que embora a gente não deva desistir, as vezes chega uma hora que a ente não pode fazer mais nada. Mas eu espero que ainda possa ser feita muita coisa pra mim e pra você. Por você e por mim. Teu nome ta tatuado no meu peito e ele é Esperanza. A gente precisa de algo no que acreditar e eu acredito na esperança (queria que você acreditasse nela também). E acredito no dia 21 de todo mês, de março em diante, porque ainda que você me esqueça, eu vou me lembrar de você enquanto eu respirar. E vou lembrar com um sorriso no rosto. Um sorriso e aquele-tal-sentimento-forte-e-bom-que-eu-já-tanto-te-falei.
A vida se dividiu no antes e depois de você Esperanza. E a vida no depois sem dúvida alguma é mais bonita. Mas eu queria que o depois nunca chegasse é sedado não chegou, porque ainda parece que você está aqui, no durante. Por isso eu queria que você ainda estivesse aqui, queria que você não escolhesse partir, queria ter sido o suficiente pra te fazer querer ficar.
Mas voa Esperanza, que o mundo é teu lar e aonde quer que você esteja, eu vou estar aqui sempre que você procurar. E mesmo com tantas outras trilhares de coisas a dizer: feliz dia 21 de todo mês minha flor, meu bebê...

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sempre sobre você.

As quatro paredes brancas do meu quarto já não aguentam mais ouvir falar de você. E pra falar a verdade eu também não. Não, não, eu aguento sim. Aguento e muito! De você eu quero mais. Eu quero é sempre mais, mas até os bêbados do bares já cansaram de me ouvir. Falei de você pra conhecidos, falei de você pra estranhos, falei de você para o nada e você não sabe como foi difícil. É, pois foi. Acredite.
Pela primeira vez me doía feito um soco na boca do estômago só de tentar balbuciar qualquer coisa sobre o motivo da minha tristeza, do meu desalento, que é nada mais nada menos do que a falta de você. Ah, como era difícil e ainda é.
Logo eu que sempre fui tão cheia de palavras não queria ou não conseguia usá-las. Mas depois de um tempo, eu passava a falar se insistissem e logo viam que se arrependeriam de ter feito tal ato. Quanto mais eu falo, mais eu preciso dizer e no entanto, ainda me parece tão pouco. Me parece que falta tanta coisa a ser dita e ainda mais, me parece que falta tanta coisa a ser vivida... Então eu me calei. Tirei os sapatos, lavei as mãos e o rosto, tirei a roupa meio mal e passei a viver jogada em minha cama olhando pro teto branco. Passei a viver reclusa com minhas música e frases sem sentido que faziam todo o sentido para mim. E para você, a maioria delas eu tenho certeza.
Eu comecei a escrever achando que agora finalmente iria sair tudo o que eu estou há dias tentando realmente por pra fora, mas as lembranças, ainda pesam muito para serem escritas e eu não quero desgasta-las, afinal, elas serão tudo o que terei de você por um bom tempo.
Guardei as fotos, as palavras e todas as memórias que envolve o nós na caixinha mais bonita do espaço mais aconchegante do meu coração. As guardei no lugar que é só e tão teu. Todo o meu peito que tu levou consigo mesmo sem querer. Cuidado, ou qualquer dia desses ele explode em mil pedacinho de saudades suas por aí e é até bom, já que essa saudade dói tanto e me dilacera aos poucos. Que me mate logo de uma vez então.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Sou Sua Praga.

Eu já esperei tanta coisa de nós... E continuo esperando. Eu espero que você não me esqueça. Nunca. Que você me veja em todos os rostos da rua. Espero que quando a necessidade da carne bater, é na minha cama que você queira estar e por não poder estar, espero que enquanto estiver fodendo com outro ser qualquer, que imagine que sou eu. Espero que você pense muito em mim, e que tenha muito prazer com isso. Que você chegue no seu ápice. Sim, por minha causa. E que no fim você se sinta podre, com o maior vazio do mundo dentro de si porque você sabe, esse vazio só será preenchido comigo.
Espero que você continue vendo o meu sorriso na boca de outras pessoas, que você passe a procurar as minhas mãos nas mãos de estranhos, que você sinta o meu cheiro em todo lugar que vá, que toda e qualquer coisa te faça lembrar de mim, que você ouça minha voz quando estiver só em seu quarto, como um disco quebrado. Espero que você beba bastante, que mate cada copo como se assim fosse me possuir e que trague todos os cigarros que puder como se no fim eu fosse aparecer na tua frente rasgando tuas roupas e te fazendo minha. Porque é isso que você é: minha, por mais que tente fugir e negar, fiz de mim juíza da nossa história e te condeno a esse destino. Eu te condenei a praga que sou e eu vou te dominar por inteira, quer queira, quer não. Eu quero que você viva no inferno e que a única paz que conheça seja eu.
E eu espero que por fim, derrotada, você finalmente escolha fazer as coisas certas depois de já ter feito todas as erradas, e perceba que não adianta baby, nem tentar me esquecer. Meu nome é uma praga que tua boca sempre vai querer pronunciar. E querer mais e mais. Vai querer sempre mais.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sobre alguém.

Eu decidi parar de escrever sobre você. Eu não vou fala sobre como a sua ausência abre um buraco dentro de mim, não vou falar como quero que você sinta a minha falta, não vou falar sobre como eu te amo. Afinal, você já sabe disso tudo mesmo e não muda nada.
Ao invés disso eu vou falar como os dias tem sido insuportavelmente lindos. Cheios com a luz do sol ainda que um vento frio insista em aparecer todas as tardes. Vou falar de como eu larguei meu emprego e voltei a ser a inútil arquiteta de sonhos que não tem peito ou oportunidade de fazer mais do que apenas arquitetá-los. Vou falar como eu odeio ver casais na rua e gente feliz. Vou falar sobre como eu voltei a beber mais e a ser a velha rabugenta de sempre. Vou falar como as coisas tem ficado desinteressantes e de que como a minha vontade que exista um mundo paralelo melhor do que esse em que vivemos exista aumentou.
Vou falar sobre qualquer coisa só pra matar o tempo antes que ele me mate por passar todo o meu tempo a te lembrar. Mas isso não é sobre você. Isso é sobre eu tentando pensar em outras coisas que não sejam você.
Espero que você espere que eu não consiga. Esperamos.